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ZIKA VÍRUS NA GRAVIDEZ

A infecção por zika vírus pode prejudicar o feto em qualquer fase da gravidez, não apenas se a mãe adoecer nas primeiras semanas de gestação, como se imaginava inicialmente. É o que mostra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade da Califórnia, publicada no site da revista científica “The New England Journal of Medicine”. De 42 mulheres acompanhadas, 29% esperavam bebês com alterações no sistema nervoso central.

Os filhos de mulheres contaminadas entre a 5ª e a 38ª semanas de gravidez apresentaram más-formações, como microcefalia, calcificações cerebrais, restrição de crescimento intrauterino, ausência de hemisférios cerebrais. A infecção pelo vírus também afetou a função placentária e houve casos de grávidas com pouco líquido e até mesmo com ausência de líquido amniótico. Dois fetos morreram; suas mães haviam adoecido na 25ª e na 32ª semanas de gestação.

O estudo, iniciado em setembro, antes mesmo de o Ministério da Saúde decretar emergência em saúde pública, acompanhou 88 mulheres com sintomas de zika, como manchas vermelhas no corpo, conjuntivite, dor de cabeça e dores nas articulações. Os exames deram positivo para zika em 72 mulheres (82%): 42 aceitaram ser acompanhadas e passaram por ultrassonografia; as demais alegaram que o local para os exames era distante de casa ou se negaram a fazer os testes por temer os resultados. As 16 que tiveram teste para zika negativo também passaram por ultrassonografias.

Todas eram saudáveis, e não apresentavam nenhum outro fator de risco além de terem contraído zika – possíveis causas de microcefalia, como sífilis, citomegalovírus e rubéola haviam sido afastadas nos exames. Um dado chamou a atenção dos pesquisadores e foi registrado no trabalho: 88% das grávidas já haviam tido dengue, confirmado por exames de sangue. As mulheres relataram ainda que outros parentes haviam contraído zika – 21% delas disseram que seus companheiros adoeceram.

Das 42 mulheres acompanhadas, 12 esperavam bebês com más-formações. As ultrassonografias mostraram que cinco deles tinham restrição de crescimento intrauterino (com ou sem microcefalia); quatro apresentavam calcificações cerebrais, dois tinham outras lesões do sistema nervoso central; quantidade insuficiente de líquido amniótico foram percebidas em sete gestações. Quatro fetos tinham fluxo anormal nas artérias cerebrais ou umbilicais.

Seis mulheres deram à luz e os achados na ultrassonografia foram confirmados: um bebê tinha microcefalia severa e atrofia cerebral; dois bebês diagnosticados com restrição do crescimento intrauterino foram considerados pequenos ao nascer e com cabeças proporcionais e um bebê cuja mãe apresentou pouco líquido amniótico nasceu com tamanho adequado para a idade gestacional. Duas mulheres que não tiveram zika deram à luz bebês sem nenhuma alteração.

Para os pesquisadores, esses resultados “fornecem apoio adicional” para mostrar a ligação entre a infecção de grávidas por zika e “anomalias fetais e placentárias”. “Apesar de os sintomas clínicos leves, infecção pelo zika vírus durante a gravidez parece estar associada a resultados graves, como morte fetal, insuficiência placentária, restrição de crescimento fetal e lesões do sistema nervoso central”, escreveram os pesquisadores.

Eles recomendam o cuidadoso acompanhamento dessas mulheres para avaliar os sinais de insuficiência placentária, que podem levar à morte do feto. O estudo, que reúne pesquisadores de diferentes instituições ligadas à Fiocruz, como o Instituto Nacional de Infectologia (INI) e o Instituto Fernandes Figueiras, ainda não foi encerrado. As crianças nascidas dessas mães serão acompanhadas por longo prazo em outras fases da pesquisa.

PRÉ-NATAL NOS DIAS ATUAIS

Uma agenda repleta de compromissos passa a fazer parte do dia a dia da mulher assim que se constata uma gravidez. Consultas, avaliações físicas e outros exames, que devem ser realizados em laboratório de análises clínicas e medicina diagnóstica, preenchem nove meses de uma intensa maratona médica. Por se tratar de um evento fisiológico, a assistência ao pré-natal é como uma supervisão da natureza e cabe ao médico saber atuar no momento correto para garantir o melhor para o bebê e a mãe . O Ministério da Saúde recomenda que a gestante visite o médico pelo menos seis vezes até o parto, mas grande parte dos especialistas prefere ver suas pacientes com uma frequência maior (confira abaixo como se dá essa rotina e o que é avaliado em cada consulta). Fundamental mesmo é não demorar para começar o acompanhamento! “O atraso menstrual leva a paciente à consulta. Depois de constatada a gravidez, já se deve iniciar o pré-natal”, afirma José Bento de Souza, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, de São Paulo.

Frequência e teor das consultas
Embora o número de consultas varie de acordo com a conduta de cada médico e também conforme as peculiaridades da gestação, em geral a paciente é orientada a retornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, ocorrem duas visitas, uma em cada quinzena. Já no nono e último meses, o encontro com o especialista passa a ser semanal. Toda essa rotina serve para cuidar da saúde de mãe e filho e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê. Estes são os pontos abordados e as avaliações feitas durante uma consulta de pré-natal:

  • Conversa com a paciente para saber como anda seu estado geral, quais sintomas vem apresentando e, a partir da 20ª semana, indagação sobre os movimentos do feto.
  • Medição da pressão arterial.
  • Verificação do peso.
  • Aferição da altura do útero e da circunferência abdominal.
  • Ausculta dos batimentos cardíacos do feto.
  • Solicitação de exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário).


Exames obrigatórios e exames especiais
Confira, fase a fase, os exames a que toda gestante deve se submeter e o que eles apontam para o médico. Lembre-se, porém, de que cada gravidez é uma situação única, com muitas variáveis, o que pode determinar a realização de exames especiais ou de outros testes não listados aqui. Existem casos particulares, que devem ser tratados de maneira diferenciada.

Assim que iniciado o pré-natal

Sangue
Determinar o tipo sanguíneo da gestante (importante para outras providências, caso o fator Rh seja negativo), dosar hormônios e anticorpos da tireoide, detectar possíveis infecções (como sífilis, HIV, hepatites A, B e C), verificar se a gestante não tem anemia, dosar os níveis de açúcar no sangue e definir se a paciente corre ou não o risco de contrair doenças como rubéola, citomegalovirose e toxoplasmose. Também é feita uma pesquisa de trombofilias congênitas, essencial para prevenir o trabalho de parto prematuro e alertar para doenças hipertensivas da gestação, como pré-eclâmpsia e help síndrome, que podem causar óbito fetal. A critério do médico, o exame de sangue pode ser repetido várias vezes ao longo da gestação, mas deve ser solicitado, no mínimo, uma vez a cada trimestre.

Urina
Detectar uma eventual infecção urinária e a presença de proteínas que podem indicar tendência a desenvolver pré-eclâmpsia. Útil também no acompanhamento de gestantes diabéticas.

Fezes
Investigar a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, anemia.

Entre 5ª e a 8ª semana de gestação

Ultrassonografia intravaginal
Visualizar o embrião e o saco gestacional, calcular o tempo de gravidez e a data provável do parto. Normalmente, se realizado após a sexta semana, possibilita ainda ouvir os batimentos cardíacos do embrião.

Entre a 11ª e a 14ª semana de gestação

Ultrassonografia da transluscência nucal
O principal objetivo desse exame é a medicação da espessura de um fluido entre a pela e a gordura da nuca do bebê. O resultado aponta uma menor ou maior chance de haver anomalias, sendo a principal delas a Síndrome de Down. Nesse mesmo exame, verifica-se uma eventual ausência do osso nasal, que pode ser também um indício de alteração cromossômica. Outras finalidades são: medir o bebê, atestar sua vitalidade pela ausculta dos batimentos cardíacos e observar o ducto venoso, um vaso que pode dar aos médicos sinais de possíveis problemas cardíacos. Se o exame apontar a possibilidade de alguma alteração cromossômica no feto, o médico deverá solicitar exames complementares.

Entre a 20ª e a 22ª semana de gestação

Ultrassonografia morfológica
Além de medir o feto e estimar seu peso, esse exame analisa os órgãos do bebê, que, a essa altura, já se encontram formados. Na maioria dos casos, é possível visualizar o sexo da criança. Se o aparelho usado for de tecnologia 3D ou 4D, consegue-se até mesmo observar seus traços faciais.

Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação

Triagem de diabetes gestacional
Verificar se a paciente desenvolveu diabetes gestacional, uma doença que requer cuidados especiais e possível antecipação do parto. O exame é conhecido como curva de tolerância glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose. No laboratório, a gestante bebe um copo de glicose e depois é submetida a algumas coletas de sangue para análise.

Entre a 34ª e a 37ª semana de gestação

Triagem de estreptococo beta-hemolítico
Trata-se da análise laboratorial de uma amostra de secreção vaginal e outra do reto para rastreio de uma eventual infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser passada para o bebê durante o nascimento e provocar até a morte do recém-nascido. O tratamento, para os casos positivos, consiste na administração de antibióticos para a gestante no dia do parto.

Ultrassonografia do terceiro semestre
Esse exame é importante para acompanhar o tamanho, o peso e a posição do feto. Ele também avalia a maturidade da placenta e a quantidade de líquido aminiótico. Pode ser realizado com tecnologia Doppler, um recurso que facilita a detecção de problemas na gestação. O número de ultrassonografias no último trimestre de gravidez depende das necessidades de cada paciente e da conduta particular do médico, portanto, esse exame poderá ocorrer mais de uma vez.

Exames especiais

Alteração no resultado de um dos exames comuns do pré-natal (citados acima), gravidez após os 35 anos, gestantes com doenças prévias (como lúpus, câncer, doenças do colágeno etc.), grávidas com diabetes ou hipertensão, histórico de doenças hereditárias na família e gestação de múltiplos. Essas são algumas das situações consideradas de risco pelos médicos e que levam à necessidade de um pré-natal ainda mais cuidadoso tanto em relação à frequência de consultas quanto à realização de exames específicos. Conheça alguns dos testes adicionais, que podem ser solicitados, se a paciente necessitar de uma assistência intensiva:

Teste de Coombs

Quando o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo, a mulher deve solicitar esse teste, feito por exame de sangue. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea pode levar à eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à morte, Realizado mensalmente, em jejum de três horas.

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana):

Solicitada normalmente quando existe a suspeita de alterações cromossômicas no feto. A dúvida pode surgir, por exemplo, após o exame de ultrassonografia de translucência nucal. O procedimento consiste na análise de uma amostra da placenta, coletada por uma agulha, que é inserida através do abdômen da gestante. O exame apresenta um risco pequeno de provocar aborto.

Amniocentese (a partir da 13ª semana):

Semelhante à biópsia do vilo corial, também objetiva a constatação de anormalidades genéticas no feto. Nesse exame, porém, a amostra analisada é do líquido amniótico, que envolve o bebê. Assim como no exame anterior, existe o perigo de causar um aborto.

Ultrassonografia transvaginal (a partir da 12ª semana):

Indicada quando a gestação tem alto risco de prematuridade, como no caso de gêmeos, tem como finalidade checar as condições do colo do útero. Se houver probabilidade de ele se romper, o que pode levar ao parto prematuro, o médico avalia a possibilidade de realizar uma cerclagem uterina (cirurgia que costura o colo do útero para reforçar seu fechamento).

Fibronectina fetal (18ª à 24ª):

É uma análise da secreção vaginal para avaliar a chance de nascimento prematuro. Realizada em mulheres de alto risco para parto prematuro, como as que tiveram o problema em gestação anterior ou apresentam o encurtamento do colo uterino.

Ecocardiografia fetal (a partir da 28ª semana):

Com um aparelho de ultrassonografia, observa-se detalhadamente o funcionamento do coração do bebê. Esse exame vem sendo cada vez mais adotado pelos médicos como uma rotina, dentro do pré-natal, mesmo para pacientes de baixo risco. Entretanto, muitos obstetras ainda o requisitam apenas para situações específicas, em que a probabilidade de anomalias cardíacas no feto é maior. Alguns desses casos ocorrem se a mãe tem alguma malformação congênita do coração ou quando é constatada uma alteração cromossômica no feto.

Perfil biofísico fetal (após a 28ª semana)

Realizado por aparelho de ultrassom, esse exame é solicitado quando existe a suspeita de o desenvolvimento do bebê estar comprometido. Indicado nas gestações de alto risco, ele avalia movimentos respiratórios, movimentos dos membros, tônus muscular, reatividade da frequência cardíaca e volume do líquido amniótico.

VACINA PARA O H.P.V.

Esta é uma vacina mais recente, fortemente indicada para TODAS as mulheres, a partir de 9 anos de idade até os 26 anos. Apesar da ANVISA ainda não ter autorizado o uso da vacina em mulheres acima de 26 anos, muitos países em todo mundo estão vacinando todas as mulheres acima desta idade, baseado nos estudos de resposta imune, segurança e eficácia demonstrada por esta vacina nas mulheres acima de 26 anos. O próprio FDA dos EUA já aprovou o uso da vacina nesta faixa etária.

Esta é uma vacina importantíssima, pois previne a aquisição de câncer genital feminino, sendo o principal o câncer do colo do útero, além do câncer vulvar, vaginal etc.

Trata-se de uma vacina muito segura, desenvolvida por engenharia genética, com poucos eventos adversos leves relatados com a vacinação. Esta vacina deve ser administrada preferencialmente antes do início da vida sexual, para que possamos ter 100% de proteção para os tipos de HPV contidos na vacina. O fato da mulher já ter vida sexual, não contra-indica a vacina, pois está demonstrado beneficio de proteção contra o HVP nesta situação. Como a vacina protege contra 4 tipos de HPV (na vacina quadrivalente) ou contra 2 tipos (na vacina bivalente), e como não sabemos se a mulher já foi exposta a o HPV e qual o tipo de HPV, a vacina está plenamente indicada para TODAS as mulheres, independente de sua atividade sexual.

Em relação aos homens, apesar da vacina contra o HPV no Brasil ainda não ter sido aprovada pela ANVISA para esta finalidade, vários países já estão recomendando a vacinação nos meninos, a partir de 9 anos, a fim de minimizar a transmissão do vírus para as mulheres, e prevenir casos de câncer de pênis e anal, além da prevenção de verruga genital, conforme a vacina utilizada. Já existem estudos sobre a eficácia, segurança e resposta imunológica a vacinação do sexo masculino, tornando a vacina uma indicação para esta população.

O esquema da vacinação é sempre com 3 doses, com intervalo de 1 a 2 meses entre a primeira e a segunda dose (dependendo do fabricante), e de 6 meses entre a primeira e a terceira dose. A via de aplicação é a intramuscular.

A vacina contra o HPV está contra-indicada na gestante, por falta de estudos de segurança nesta população especifica. A vacina contra o HPV pode ser realizada concomitante a qualquer outra vacina.

A realização rotineira do exame de Papanicolaou deve ser mantida, independente da vacinação.

HIPERPLASIA DO ENDOMÉTRIO

O que é hiperplasia endometrial?

Hiperplasia endometrial é o aumento de espessura do revestimento do útero, quase sempre acompanhada pelo desarranjo da sua arquitetura celular. Esse espessamento é devido ao excesso de estrogênio que ocasiona uma proliferação anormal, que vai desde um estado fisiológico exacerbado, até ocarcinoma ”in situ”. Geralmente ocorre em mulheres que não ovulam todos os meses ou durante a terapia de reposição hormonal feita somente com estrogênio. A hiperplasia endometrial nem sempre está relacionada aocâncer, mas ela aumenta o risco dessa patologia.

Quais são os tipos de hiperplasia endometrial?

  • Hiperplasia simples do endométrio: caracterizada pelo espessamento homogêneo do tecidoendometrial.
  • Hiperplasia cística do endométrio: gera nas paredes internas do útero um aspecto de “queijo suíço” e nos casos mais graves pode estar relacionado ao câncer do endométrio.
  • Hiperplasia focal do endométrio: na hiperplasia focal do endométrio os pólipos se projetam para dentro da cavidade uterina, estreitando assim o tamanho normal do órgão.
  • Hiperplasia atípica do endométrio: lesão endometrial um pouco mais grave que as anteriores. Mais frequentemente está relacionada ao desenvolvimento de câncer e pode levar à necessidade de retirada preventiva do útero.

Quais são as causas da hiperplasia endometrial?

A causa principal da hiperplasia do endométrio é a exposição excessiva ao estrogênio, o que pode ocorrer se a mulher não ovular todos os meses, realizar terapia de reposição hormonal ou ser portadora de tumor no ovário. O risco maior de desenvolver hiperplasia endometrial ocorre entre os 40 e 60 anos de idade.

Quais são os principais sinais e sintomas da hiperplasia endometrial?

Os principais sinais e sintomas da hiperplasia endometrial são:

  • Sangramento uterino.
  • Dores abdominais e cólicas.
  • Aumento discreto do tamanho do útero.

Como o médico diagnostica a hiperplasia endometrial?

O diagnóstico da hiperplasia endometrial é feito através dos sintomas relatados , sugerido pela ultrassonografia  e confirmado através de uma histeroscopia diagnóstica com biópsia . As atipias citológicas (alterações da morfologia celular) constituem-se no achado histológico mais importante para prever o risco para o carcinomade endométrio.

Como o médico trata a hiperplasia endometrial?

O tratamento da hiperplasia endometrial vai depender do tipo e da gravidade da hiperplasia, da idade da paciente e do desejo ou não que ela tenha de engravidar. As opções terapêuticas incluem curetagem do tecidoendometrial ou uso de medicamentos orais, intramusculares ou intrauterinos. Após o tratamento deve ser feita uma biópsia do endométrio para verificar o sucesso ou não do tratamento.

Como manter sob controle a hiperplasia endometrial?

Fazer acompanhamento periódico com exames médicos e de imagem a cada seis meses ou um ano. Seguir corretamente as orientações do seu ginecologista.

CISTO DE NABOTH ( NO COLO UTERINO )

Cisto de Naboth é uma patologia uterina caracterizada pela formação de um ou mais nódulos na superfície do colo uterino ou até no canal endocervical do colo .

As glândulas da superfície interna do canal do colo uterino que as vezes se exteriorização  podem ficar cheias de secreção devido ao bloqueio no ducto ou passagem na glândula. Conforme as secreções se acumulam, um nódulo arredondado e liso pode formar-se sob a superfície do colo do útero vindo a tornar-se grande o suficiente para ser visto ou sentido durante um exame ginecológico. Cada cisto caracteriza-se como uma elevação pequena, de cor branca, hipervascularizada  como uma pústula. Os cistos podem ocorrer isoladamente ou em grupos e, embora não sejam uma ameaça à saúde, são indicativos de uma infecção passada ou recente, cauterizações de feridas na colo uterino  ou de irritação no colo do útero. Os cistos são mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, especialmente naquelas que já tiveram filhos.

Embora nenhum sintoma que indique a sua ocorrência possa ser observado, ao exame ginecológico de rotina revela-se como um nódulo arredondado, pequeno e liso (isolado ou grupos) na superfície do colo uterino. Em raras ocasiões, um exame colposcópico faz-se necessário para distinguir os cistos de Naboth de outros tipos de lesões cervicais. Não existe método de prevenção conhecido.

Não é necessário nenhum tratamento. No entanto, os cistos não desaparecem espontaneamente. Podem ser facilmente removidos por meio de um procedimento chamado eletrocauterização, que pode ser realizado no consultório médico.

HPV NA MULHER : ENTENDA COMO OCORRE E SEUS ATUAIS TRATAMENTOS

hpv no colo uterino

À medida que os conhecimentos sobre o papilomavírus humano (HPV) avançam, abrem-se novas portas para entender e tratar mais adequadamente as lesões induzidas por este vírus. Sabe-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas (mais de 75%) entra em contato com o HPV, mas que apenas uma minoria apresenta alguma repercussão clínica. Estudos atuais revelam que existe eliminação espontânea do vírus, através da ativação do sistema imune, em mais de 90% dos indivíduos infectados no período de 24 meses. Ambas as infecções por HPV de baixo e alto risco podem regredir espontaneamente sugerindo que o sistema imune responde aos dois grupos de vírus. O tipo de resposta imune do hospedeiro determina o curso da doença (persistência ou regressão), a extensão e severidade das lesões e o sucesso da terapia.

Até recentemente, o objetivo do tratamento da infecção clínica pelo HPV era a remoção da doença clínica e visível através da destruição dos condilomas com métodos destrutivos e/ou excisionais, não atuando diretamente na causa do problema, o HPV. Por este motivo, recorrências são freqüentes (30% a 50%) por meses ou anos devido à replicação viral que ocorre no tecido periférico à lesão tratada. Como o HPV é doença que se limita apenas à camada epitelial, não ultrapassando a membrana basal, a exposição imunológica primária deve ocorrer através dos mecanismos existentes nesta camada. Como a célula epitelial não é boa apresentadora de antígenos, o HPV permanece dentro dela sem ser reconhecido pelo sistema imune. Devido ao fato do HPV não causar lise ou morte da célula do hospedeiro, o vírus permanece isolado do contato de células do sistema imune (monócitos, células dendríticas e macrófagos) que iniciam o processo de reconhecimento imune. O atraso no reconhecimento da presença do HPV é o responsável pela natureza recalcitrante da maioria das lesões induzidas pelo HPV31.

Os eventos necessários para a indução da resposta imune ocorrem da mesma maneira em lesões induzidas por HPV de baixo e alto risco, e em lesões externas e internas (vagina, cérvice e ânus). Este processo ocorrerá espontaneamente em 20% a 34% dos indivíduos infectados, marcando o final de lesões clínicas aparentes. Em outros 60%, a destruição localizada e repetida dos condilomas por período de até um ano estimulará este processo levando a remissão clínica mantida. Entretanto, em aproximadamente 20% das lesões HPV-induzidas não existe resposta às terapias citodestrutivas, sendo as mesmas refratárias a tratamentos padrões12.

IMUNIDADE
A defesa contra organismos estranhos, como vírus e bactérias, é mediada pela imunidade inata e pela imunidade específica ou adaptativa.

A primeira resposta do organismo é a resposta inata não-específica, ou seja, aquela apresentada pelo indivíduo sob condições naturais, sendo independente do contato com o agente infeccioso. Quando um agente estranho penetra no organismo, ele é rapidamente identificado e eliminado sem o organismo nunca ter entrado em contato antes com o mesmo. No caso de infecções virais, o organismo possui uma substância chamada interferon que interfere com a progressão ou proliferação da infecção viral. A imunidade inata tem a função de proteger o organismo temporariamente até o desenvolvimento da imunidade adquirida ou adaptativa, que é mais específica e efetiva2.

A imunidade adquirida é composta pela imunidade humoral e celular, sendo que cada uma acarreta um tipo característico de resposta (ver Tabela 8.1). Basicamente, este tipo de imunidade é constituído por linfócitos, que possuem a propriedade de reconhecer e distinguir diferentes determinantes antigênicos. Existem três classes de linfócitos: B, T e “natural killer cells”. Diferente dos linfócitos B que produzem anticorpos, os linfócitos T não produzem, mas reconhecem e respondem a antígenos associados à superfície das células. Os linfócitos T são subdivididos em linfócitos T helper ou auxiliares (a maioria das quais expressa uma proteína de membrana denominada CD4) e linfócitos T citotóxicos (cuja proteína de membrana e denominada CD8). Os linfócitos T citotóxicos lisam células que produzem antígenos estranhos, como as infectadas por vírus e outros microorganismos intracelulares.

A terceira classe de linfócitos e representada pelas células T “natural killer”, que não possuem marcadores de membrana e são capazes de lisar células tumorais e células infectadas por vírus sem evidente estimulação antigênica24. As fases efetoras de ambas as imunidades (inata e específica) são em parte mediadas por hormônios protéicos chamados citocinas. Na imunidade inata, as citocinas efetoras são em grande parte produzidas por fagócitos mononucleares e provocam reações inflamatórias ricas em neutrófilos que tentam conter e/ou erradicar infecções microbianas. A maioria das citocinas da imunidade específica é produzida por linfócitos T ativados.

As células T produzem várias citocinas que servem primariamente para regular o crescimento e diferenciação de várias populações de linfócitos, e assim tem importantes papéis na fase de ativação da célula T-respostas imunodependentes. Outra função primordial das citocinas derivadas de células T é ativar e regular células inflamatórias, como fagócitos mononucleares, neutrófilos e eosinófilos. Estas citocinas derivadas de células T agem na fase efetora da imunidade mediada por células e são responsáveis pela comunicação entre as células do sistema imune e inflamatório.

De acordo com o tipo de atuação dos linfócitos helper, a resposta imunológica adquirida encontra-se dividida em dois principais braços, denominados de TH-1 e TH-2, onde predominam respectivamente a resposta celular ou a humoral24. A ativação das células TH-1 resulta em produção da citocina interferon-gama; esta ativa a fagocitose pelos macrófagos que passam também a produzir outra citocina, a IL-1. A IL-1, por sua vez, estimula as células TH-1 a produzirem IL-2, o qual estimula a replicação das células TH-1 cuja função é reconhecer os microrganismos infectantes, os antígenos específicos para as células T citotóxicas e os antígenos não específicos para as células “natural killer”. Conseqüentemente, a defesa contra a infecção ocorre através da ação combinada da fagocitose e citotoxicidade. A citocina interferon-gama também inibe a ativação das células TH-2. Contrariamente, a ativação das células TH-2 resulta na liberação de diferentes citocinas (IL-4, IL-5, IL-10). A IL-10 inibem em especial a ativação das células TH-1 e as três citocinas estimulam a produção de anticorpos pelos linfócitos B. Neste caso, a defesa contra a infecção se faz pelos anticorpos e não por células (Tabela 8.1).

A evidência acumulada indica que imiquimode e seus análogos modulam a resposta imune inata através da ativação das células dendríticas, macrófagos e outras células, via ligação com receptor Toll 7 (TLR_7) para induzir a síntese de IFN-a e citocinas pró-inflamatórias Th1(veja a Tabela 8.2).

A indução de citocinas é evidente dentro de duas horas após o tratamento e concentrações máximas são mensuradas aproximadamente oito horas após aplicação da droga. A primeira citocina detectada é o IFN-a, concentrações máximas foram alcançadas após oito horas e permanecem constantes até 24 horas. Concentrações de TNF, Il-1 e IL-6 também alcançam pico em oito horas, mas concentrações máximas são significativamente mais baixas do que aquelas alcançadas pelo IFN e IL-8.

IMIQUIMODE
Agentes imunomoduladores, como o imiquimode e o interferon, podem auxiliar no estímulo da resposta imune. O tratamento com imiquimode reduz a carga viral em mais de 90% e auxilia no desenvolvimento de memória imunológica, o que poderia auxiliar no combate a recidivas2.

O imiquimode, um modificador da resposta biológica, mimetiza o que ocorre na resposta imune normal quando o HPV é reconhecido pelo sistema imune. Este derivado imidazoquinolínico estimula vários braços da imunidade inata e adaptativa em resposta ao reconhecimento de antígenos do HPV, induzindo a secreção de citocinas pelos macrófagos e monócitos (interferon-alfa, interleucina tipo 1, 6 e 12 e fator de necrose tumoral), resultando em resposta dominante helper tipo 1. O interferon limita a reprodução de partículas virais de HPV e tem atividade antiproliferativa que diminui o crescimento de células infectadas pelo HPV. As citocinas promovem o acúmulo de monócitos, macrófagos e células dendríticas, e estas últimas quando ativadas promovem a apresentação do antígeno para a produção de células T citotóxicas HPV-específicas (CD8). As células T HPV-específicas e células “natural killer” matam as células infectadas pelo HPV. Os monócitos e macrófagos fagocitam o debris celular. Os efeitos combinados destas ações resultam em redução do tamanho da lesão e desaparecimento da mesma. A indução destas citocinas ocorre rapidamente após a aplicação do creme de imiquimode (6 a 8 horas), e acredita-se que altos níveis possam ser mantidos até por 16 semanas após aplicação do creme33.

Aprovado desde 1997 pelo FDA para o tratamento das verrugas anogenitais externas, imiquimode a 5% vem acondicionado em sachês. Cada sachê contém creme em quantidade suficiente para cobrir até 20 cm2 de pele lesada. Aplicar camada fina de imiquimode tópico a 5% sobre a área afetada três vezes por semana, antes de dormir, friccionando até que o produto desapareça completamente. Não ocluir o local de aplicação. Deixar o produto agir por seis a dez horas. Após esse período, remover o produto da área tratada lavando-a com água e sabonete suave. Aplicar em dias alternados. Lavar as mãos antes e depois da aplicação do produto. A técnica apropriada para administração da dose deve ser demonstrada pelo médico. O tratamento com imiquimode deve continuar até que haja total remissão dos condilomas acuminados anogenitais externos ou por até 16 semanas no máximo. Para aumentar a absorção em lesões queratinizadas pode-se orientar o paciente para tomar banhos prolongados e aplicar logo após a secagem do local.

Apesar das reações locais como eritema, prurido, descamação e edema serem freqüentes (50%), a queixa de dor local e incidência de reações sistêmicas (sintomas flu-like, cefaléia, coriza e mialgia) é muito baixa (< 3%). Acredita-se que estas reações, na maioria de intensidade leve a moderada e bem toleradas pelos pacientes, estejam ligadas à liberação de citocinas pró-inflamatórias que fazem parte do mecanismo de ação do imiquimode. Assim, o grau de intensidade do eritema e reação local da pele relaciona-se com a resposta clínica, geralmente desaparecendo dentro de duas semanas após suspensão do medicamento.

Na experiência do setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do HC-FMUSP, as reações iniciam-se na maioria dos casos após duas semanas de tratamento e atingem um pico em quatro semanas, quando se inicia a regressão das verrugas. A regressão completa das lesões ocorre, em média, no período de oito a dez semanas. Geralmente as lesões localizadas na semimucosa (região vestibular) respondem mais precocemente em quatro a seis semanas. Em casos de condilomatoses extensas, a resposta é mais rápida e quase sempre acompanhada de reação adversa de maior intensidade. Em caso de reações locais mais intensas, pode-se suspender o tratamento por uma a duas semanas até melhora dos sintomas locais, e reiniciar logo em seguida. Observa-se nas pacientes com lesões concomitantes em vagina e cérvice e tratadas com imiquimode por lesões em vulva, resposta à distância com regressão parcial ou total da doença em vagina e cérvice além da resposta local na vulva.

O creme de imiquimode tópico a 5% pode ser usado como terapia de primeira opção (pacientes virgens de tratamento), terapia de segunda opção (paciente com múltiplas recidivas após terapia citodestrutiva) e como terapia combinada (associação de método citodestrutivo à imunoterapia). Independente da modalidade terapêutica escolhida, deve-se assegurar ao paciente que condilomas acuminados externos raramente se tornam malignos. Os médicos devem estar preparados para orientar os pacientes acerca de vários assuntos da esfera psicossexual relacionados à infecção pelo HPV.

Já se tem associado a vacina quadrivalente para o hpv  durante esse tratatamento , visto que seria uma garantia de memória imunológica para os hpvs 06/11/16/18 , os mais comuns , implicando em haver menos recidiva mesmo quando a paciente é exposta novamente ao vírus.

PÊNIS : DOENÇAS MAIS FREQUENTES

O pênis pode ser afetado por todo tipo de doenças: inflamatórias, infecciosas, traumáticas, tumorais, congênitas e hereditárias; gerando alterações estruturais ou funcionais, as quais podem ocasionar dificuldades em suas funções normais de urinar e manter relações sexuais. Por outro lado, muitas doenças que comprometem o pênistêm também importantes e, às vezes, graves repercussões gerais. Aqui, nos deteremos apenas às mais comuns e aos aspectos que afetam diretamente o pênis. Quem desejar maiores informações sobre o comprometimento geral das enfermidades deve dirigir-se aos sites específicos.

Quais são as principais doenças do pênis?

  • Fimose: diz que há fimose quando o prepúcio (uma dobra de pele e membranamucosa retrátil que cobre a extremidade do pênis) não pode ser completamente retraído para expor totalmente a glande (”cabeça” do pênis). O prepúcio normal geralmente recobre a glande quando o pênis está flácido e se retrai quando ele está ereto, deixando a glande à mostra. A dificuldade em expor a glande ocorre quando o prepúcio possui uma abertura muito pequena para a passagem da glande. No bebê, existe naturalmente uma aderência do prepúcio à glande (fimose fisiológica), a qual desaparece na grande maioria dos meninos até os três anos de idade. Incidentalmente, chama-se parafimose à situação em que a glande é exposta apesar da dificuldade, mas não consegue novamente ser recolhida, causando um estrangulamento dela, impedindo o fluxo venoso e linfático ou a higiene adequada. Devemos lembrar que a circuncisão (remoção cirúrgica da prega de pele que envolve a glande), prática usada para corrigir a fimose, tem implicações culturais e religiosas importantes e existe há mais de cinco mil anos, tendo um aspecto ritual entre egípcios, gregos e hebreus. Aaixo , ilustrações de pênis com fimose .


  • Balanopostite: na balanopostite uma micose ( geralmente a candidíase )  ou uma bactéria que estejam vivendo debaixo do prepúcio causa uma inflamação na cabeça do pênis e no prepúcio. Esta inflamação geralmente ocorre em um pênis não circuncidado e provoca dor, vermelhidão e edema e pode levar a uma constricção da uretra e dificuldade para urinar. A balanopostite, quando duradoura, predispõe a outras doenças, inclusive ao câncer. Veja abaixo :

  • Disfunção erétil: a disfunção erétil, popularmente chamada impotência sexual, é uma disfunção em que o homem não consegue sustentar uma ereção do pênis que lhe permita manter uma relação sexual normal. A disfunção erétil pode ter várias causas, orgânicas ou psicológicas e é acentuada pelo fumoálcoolcolesterol elevado, certos medicamentos, hipertensão arterialdiabetes mellitus. O tratamento da disfunção erétil depende da sua causa, mas vai desde a psicoterapia até a prótese peniana, passando pelos populares medicamentos estimulantes ( Viagra de derivados )

  • Tumores no pênis: o câncer do pênis não é comum, mas existe. Embora raro, ele é mais comum nos homens não circuncidados. A parte do pênis mais frequentemente afetada é a base da sua cabeça. O sinal inicial costuma ser uma ferida avermelhada e indolor. Habitualmente, é um carcinoma de células escamosas. Quando detectado no início, pode ser extirpado preservando-se ao máximo o tecido peniano , caso contrário será necessária a amputação do membro . O agente causador mais comum destes tumores é o vírus H.P.V. ( papiloma vírus humano ) , facilmente encontrado em homens promíscuos , não circuncidadso , com higiene precária  e que não usam preservativo . Abaixo alguns casos :

  • Doença de Peyronie: é um distúrbio caracterizado pelo surgimento de placas fibrosas no tecido conjuntivo do pênis, causando nele, quando em ereção, uma curvatura anormal. Ocorre uma perda da capacidade de se distender um lado do pênis, encurtando-o naquele lado e provocando o desvio. A princípio a doença pode causar dor, a qual se alivia à medida que a condição se torna crônica. Nos estágios mais avançados da doença pode haver disfunção erétil. Diversos homens com esse problema exibem também doenças do tecido conjuntivo em outras partes do corpo, mormente nas mãos e pés. O único tratamento existente é a cirurgia.

  • Doenças sexualmente transmissíveis: embora muitas das principais repercussões das doenças sexualmente transmissíveis sejam sistêmicas, algumas delas deixam lesões localizadas no pênis. Ainfecção pela clamídia, conhecida como Chlamydia trachomatis, causa uretrite (inflamação da uretra), sensação de ardor ao urinar, coceira no pênis e dor nos testículos. A gonorréia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, se caracteriza por um corrimento uretral amarelado, queimação e ardor ao urinar. O herpes genital acomete a pele e as mucosas do pênis. No começo, a pele mostrará um aumento de sensibilidade, formigamento, queimação e dor. A seguir, a área torna-se avermelhada e aparecem vesículas que contêm um líquido branco-amarelado. A ruptura dessasvesículas gera úlceras, sobre as quais posteriormente se formam crostas. O herpes propaga-se por meio de contato físico e sexual. As verrugas genitais (ou condilomas acuminados) são causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV). Elas são muito contagiosas e a melhor maneira de se proteger contra elas é usar camisinha durante as relações sexuais. Podem ser tratadas com podofilina, aplicada localmente, com crioterapia (eliminação das verrugas por congelamento) ou excisão cirúrgica. A sífilis, no passado, chegou a ser um flagelo quase comparável ao que hoje é a AIDS. Ela é causada pela bactéria Treponema pallidum que, além de lesões locais no pênis, pode afetar órgãos vitais como o coração, vasos sanguíneos, cérebro ou medula espinhal, em alguns casos dando manifestações graves, anos depois da infecção inicial. As manifestações penianas da sífilis são aparentemente simples e constam de feridas vermelhas que se curam sem tratamento, dentro de uma semana. No entanto, a doença continua seu curso, às vezes grave.

Herpes genital

Gonorréia

Clamídia

Sífilis

HPV ( Papiloma vírus humano – forma de condilomas acuminados )

  • Anomalias congênitas, genéticas ou hereditárias: em alguns casos pode ocorrer uma ambiguidade genital externa e os órgãos sexuais podem ter características anatômicas dos dois sexos, de tal forma que não permitem definir com segurança sua natureza masculina ou feminina. A Síndrome de Klinefelter é um transtorno cromossômico que afeta apenas os meninos e que ocasiona várias repercussões sistêmicas importantes, mas no que se refere ao pênis o torna marcadamente pequeno (micropênis). A hipospádia é uma malformação congênita caracterizada pela abertura anormal do orifício por onde sai a urina, na parte de baixo do pênis. Chama-se epispádia quando essa abertura se dá no dorso do pênis. Durante o desenvolvimento embriológico ocorre uma fusão incompleta das pregas uretrais, dando origem a uma abertura anormal da uretra. Outra anomalia é a estenose congênita do meato uretral, que também pode ocorrer, às vezes gerando retenção e patologias urinárias consequentes. Existe também uma curiosa síndrome de duplicação do pênis, em que o indivíduo pode nascer com dois pênis.

Micropênis ( Síndrome de Klinefelter )

Hipospádia

Genitália ambígua



OVÁRIOS POLICÍSTICOS

O QUE É

É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação de microcistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas apresentam alterações endócrinas por causa do problema. A maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se normalizar após os 35 anos.

POSSÍVEIS CAUSAS

Irregularidades no funcionamento do hipotálamo
Pesquisas genéticas sugerem que alterações cromossômicas podem originar a síndrome
Aumento da quantidade de insulina no sangue.

A SÍNDROME

Em geral, surgem mais de dez cistos (com 6 a 10 mm cada) que ficam distribuídos perifericamente na superfície do ovário.

O acúmulo de microcistos pode causar o aumento médio de 2,8 vezes o tamanho normal do ovário.

O ovário é o órgão responsável pela ovulação e também pela produção de hormônios femininos.

SINTOMAS

Irregularidades menstruais – Normalmente são atrasos ou total ausência das menstruações
Problemas na pele – Espinhas, quedas de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto e no corpo
Aumento de peso – Distúrbios no metabolismo podem surgir, favorecendo o ganho de peso
Dificuldade na ovulação – Parte das mulheres que têm esse problema não ovula regularmente, o que pode dificultar a gravidez.

RISCOS

Câncer de endométrio: Sem ovular, a mulher deixa de produzir o hormônio progesterona, responsável pela proteção do útero. Os riscos de câncer de endométrio aumentam
Diabetes: O ovário policístico também pode ocasionar a disfunção da insulina, que pode levar ao aumento de colesterol, problemas cardiovasculares, e ainda, ao Diabetis Mellitus
Problemas psicológicos: Alguns dos sintomas como irregularidade menstrual, aumento de peso e surgimento de pêlos em excesso podem gerar problemas psicológicos na mulher.

TRATAMENTOS

Pílula anticoncepcional: Para normalizar o ciclo menstrual e suprir a demanda de hormônios;
Redução de peso: É muito importante para a regularização do metabolismo, evitando assim distúrbios na produção de insulina;
Comprimidos de progesterona: Para suprir a falta deste hormônio que não está sendo produzido pelo ovário;
Cirurgia: A remoção dos cistos por cirurgia só é feita em casos extremos, nos quais a medicação não surte mais efeitos.

A FERTILIDADE É AFETADA?

Uma das conseqüências da síndrome é a diminuição da fertilidade devido à dificuldade de ovulação. Entre as mulheres que apresentam os sintomas da síndrome de ovário policístico, apenas 25% engravidam espontaneamente. Mas o tratamento para induzir à ovulação é simples; portanto, na maioria das vezes, a infertilidade é facilmente revertida.

COMO DETECTAR A SÍNDROME

Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar seu médico.

O ginecologista verificará a existência ou não do problema por meio de exames como:

Exame clínico
Ultrassonografia
Dosagem hormonal.

Ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Algumas mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido.

São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome de ovários policísticos (SOP) caracteriza-se pelo aparecimento de inúmeros cistos na superfície dos ovários, que geralmente são folículos com ou sem óvulos. A síndrome é também conhecida como Síndrome Stein – Leventhal e foi descrita pela primeira vez em 1935.

Muitas mulheres que têm ovário policístico reclamam de aumento de peso. Não há um consenso se é a doença que provoca o aumento de peso ou o aumento de peso que piora os sintomas da doença. Atualmente, a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica à insulina, com relação ao receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona.

A obesidade é do tipo andróide com uma relação cintura quadril elevada. É difícil fazer com que estas pacientes diminuam de peso, em parte porque há falhas na lipólise dos adipócitos secundários à presença de resistência à insulina. A obesidade aumenta, junto com a resistência à insulina, o risco cardiovascular e de diabetes. Estima-se que entre 40 a 50% das mulheres com Síndrome do Ovário Policístico são obesas (Ann Intern Med. 2000);

Causas

Não se conhece a causa específica desta doença. Descobriu-se que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos pelos ovários.

Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH (LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante).

As mulheres com Síndrome do Ovário Policístico também sofrem alterações no perfil lipídico e de lipoproteínas:aumento dos níveis de colesterol, triglicérides, LDL e VLDL, de apolipoproteína A-I e diminuição dos níveis de colesterol HDL (de acordo com alguns estudos, a alteração mais freqüente). A hiperinsulinemia parece determinar a presença destas anormalidades, embora também influenciem o peso corporal, a dieta e a raça da paciente.

Principais Sintomas

Irregularidades Menstruais: É um dos principais sintomas da S.O.P. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.
Dificuldade na Ovulação: Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz. No entanto isto não quer dizer que mulheres com S.O.P. não engravidem nunca. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.
Problemas na Pele: Acne (em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas), espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto, seios e abdômen (Hirsutismo) são sintomas que podem estar associados.
Aumento de Peso: O estado constante de amenorréia ou oligomenorréia, devido a anovulação, irá promover um desarranjo no padrão endócrino da paciente com SOP. Observa-se um nível sérico anormal de gonadotrofinas (relação LH/FSH > 1,5), elevação dos hormônios androgênios (testosterona, androstenediona, DHEA, S-DHEA), diminuição das SHBG, elevação dos níveis de insulina (resistência à insulina) e elevação de PAI-1.

Alimentação

O tratamento dos Ovários Policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende. O médico deve saber se a paciente pretende engravidar ou não.

Dietas com baixas calorias e pouca gordura evitam o aumento de peso contribuindo para o bem estar da paciente. Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes também tem sua aplicação.

Recomendações Gerais

Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa indicar;
Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares na menopausa;
Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome.


CISTO DE BARTHOLIN

O que é?

As glândulas de Bartholin secretam muco para hidratar a região vulvar. São semelhantes às glândulas dos mamíferos. Estão localizadas bilateralmente na área vulvovaginal profundamente na vulva. Cistos e abcessos são as causas mais comuns de queixas relacionadas a essas glândulas. Tumores originados nessas glândulas são extremamente raros (carcinoma da glândula de Bartholin). As obstruções não inflamatórias dos ductos geralmente são de origem traumática, secundárias a traumatismos do períneo, lacerações obstétricas (durante o parto) ou à episiotomia (corte que, algumas vezes, se realiza no períneo para facilitar a saída do feto).

O que se sente?

  • Cistos:
    • Abscessos:
  • Pequenos cistos dos ductos de Bartholin podem ser encontrados nos exames pélvicos de rotina podendo ser assintomáticos até atingirem um tamanho considerável ou causarem sintomas como dor vulgar, desconforto durante a relação sexual, dificuldade para caminhar ou sentar.

    Como se trata?

    Os cistos assintomáticos não requerem tratamento. Quando há sintomas importantes e nos casos recorrentes a cirurgia pode ser necessária. Como o local é muito vascularizado, pode haver sangramento de difícil controle, causando hematomas importantes. A biópsia deve ser considerada em mulheres acima de 40 anos para excluir carcinoma.

    A infecção e a obstrução do ducto, com formação de um abscesso, é um quadro agudo que requer intervenção imediata. A queixa principal é a dor, muitas vezes intensa. O local apresenta-se tenso, quente e muito sensível. Pode haver uma zona vermelha ao redor da abertura do canal e saída de secreção. Os germes freqüentemente envolvidos são aqueles de transmissão sexual, como o gonococo e a clamídia, ou anaeróbios (germes comuns no intestino).

    Como se trata?

    Os abscessos da glândula de Bartholin podem drenar (romper) espontaneamente ou devem ser drenados cirurgicamente sob anestesia local ou geral. Aqueles que drenam espontaneamente têm chance maior de recorrer (voltar). Banhos de assento e medicação para dor podem aliviar o desconforto. O uso de antibióticos está indicado em algumas pacientes (pacientes diabéticas, com comprometimento sistêmico ou imunossuprimidas).


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CÂNCER DE PRÓSTATA

Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso.

Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.


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