OVÁRIOS POLICÍSTICOS

O QUE É

É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação de microcistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas apresentam alterações endócrinas por causa do problema. A maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se normalizar após os 35 anos.

POSSÍVEIS CAUSAS

Irregularidades no funcionamento do hipotálamo
Pesquisas genéticas sugerem que alterações cromossômicas podem originar a síndrome
Aumento da quantidade de insulina no sangue.

A SÍNDROME

Em geral, surgem mais de dez cistos (com 6 a 10 mm cada) que ficam distribuídos perifericamente na superfície do ovário.

O acúmulo de microcistos pode causar o aumento médio de 2,8 vezes o tamanho normal do ovário.

O ovário é o órgão responsável pela ovulação e também pela produção de hormônios femininos.

SINTOMAS

Irregularidades menstruais – Normalmente são atrasos ou total ausência das menstruações
Problemas na pele – Espinhas, quedas de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto e no corpo
Aumento de peso – Distúrbios no metabolismo podem surgir, favorecendo o ganho de peso
Dificuldade na ovulação – Parte das mulheres que têm esse problema não ovula regularmente, o que pode dificultar a gravidez.

RISCOS

Câncer de endométrio: Sem ovular, a mulher deixa de produzir o hormônio progesterona, responsável pela proteção do útero. Os riscos de câncer de endométrio aumentam
Diabetes: O ovário policístico também pode ocasionar a disfunção da insulina, que pode levar ao aumento de colesterol, problemas cardiovasculares, e ainda, ao Diabetis Mellitus
Problemas psicológicos: Alguns dos sintomas como irregularidade menstrual, aumento de peso e surgimento de pêlos em excesso podem gerar problemas psicológicos na mulher.

TRATAMENTOS

Pílula anticoncepcional: Para normalizar o ciclo menstrual e suprir a demanda de hormônios;
Redução de peso: É muito importante para a regularização do metabolismo, evitando assim distúrbios na produção de insulina;
Comprimidos de progesterona: Para suprir a falta deste hormônio que não está sendo produzido pelo ovário;
Cirurgia: A remoção dos cistos por cirurgia só é feita em casos extremos, nos quais a medicação não surte mais efeitos.

A FERTILIDADE É AFETADA?

Uma das conseqüências da síndrome é a diminuição da fertilidade devido à dificuldade de ovulação. Entre as mulheres que apresentam os sintomas da síndrome de ovário policístico, apenas 25% engravidam espontaneamente. Mas o tratamento para induzir à ovulação é simples; portanto, na maioria das vezes, a infertilidade é facilmente revertida.

COMO DETECTAR A SÍNDROME

Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar seu médico.

O ginecologista verificará a existência ou não do problema por meio de exames como:

Exame clínico
Ultrassonografia
Dosagem hormonal.

Ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Algumas mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido.

São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome de ovários policísticos (SOP) caracteriza-se pelo aparecimento de inúmeros cistos na superfície dos ovários, que geralmente são folículos com ou sem óvulos. A síndrome é também conhecida como Síndrome Stein – Leventhal e foi descrita pela primeira vez em 1935.

Muitas mulheres que têm ovário policístico reclamam de aumento de peso. Não há um consenso se é a doença que provoca o aumento de peso ou o aumento de peso que piora os sintomas da doença. Atualmente, a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica à insulina, com relação ao receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona.

A obesidade é do tipo andróide com uma relação cintura quadril elevada. É difícil fazer com que estas pacientes diminuam de peso, em parte porque há falhas na lipólise dos adipócitos secundários à presença de resistência à insulina. A obesidade aumenta, junto com a resistência à insulina, o risco cardiovascular e de diabetes. Estima-se que entre 40 a 50% das mulheres com Síndrome do Ovário Policístico são obesas (Ann Intern Med. 2000);

Causas

Não se conhece a causa específica desta doença. Descobriu-se que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos pelos ovários.

Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH (LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante).

As mulheres com Síndrome do Ovário Policístico também sofrem alterações no perfil lipídico e de lipoproteínas:aumento dos níveis de colesterol, triglicérides, LDL e VLDL, de apolipoproteína A-I e diminuição dos níveis de colesterol HDL (de acordo com alguns estudos, a alteração mais freqüente). A hiperinsulinemia parece determinar a presença destas anormalidades, embora também influenciem o peso corporal, a dieta e a raça da paciente.

Principais Sintomas

Irregularidades Menstruais: É um dos principais sintomas da S.O.P. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.
Dificuldade na Ovulação: Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz. No entanto isto não quer dizer que mulheres com S.O.P. não engravidem nunca. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.
Problemas na Pele: Acne (em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas), espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto, seios e abdômen (Hirsutismo) são sintomas que podem estar associados.
Aumento de Peso: O estado constante de amenorréia ou oligomenorréia, devido a anovulação, irá promover um desarranjo no padrão endócrino da paciente com SOP. Observa-se um nível sérico anormal de gonadotrofinas (relação LH/FSH > 1,5), elevação dos hormônios androgênios (testosterona, androstenediona, DHEA, S-DHEA), diminuição das SHBG, elevação dos níveis de insulina (resistência à insulina) e elevação de PAI-1.

Alimentação

O tratamento dos Ovários Policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende. O médico deve saber se a paciente pretende engravidar ou não.

Dietas com baixas calorias e pouca gordura evitam o aumento de peso contribuindo para o bem estar da paciente. Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes também tem sua aplicação.

Recomendações Gerais

Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa indicar;
Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares na menopausa;
Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome.


CISTO DE BARTHOLIN

O que é?

As glândulas de Bartholin secretam muco para hidratar a região vulvar. São semelhantes às glândulas dos mamíferos. Estão localizadas bilateralmente na área vulvovaginal profundamente na vulva. Cistos e abcessos são as causas mais comuns de queixas relacionadas a essas glândulas. Tumores originados nessas glândulas são extremamente raros (carcinoma da glândula de Bartholin). As obstruções não inflamatórias dos ductos geralmente são de origem traumática, secundárias a traumatismos do períneo, lacerações obstétricas (durante o parto) ou à episiotomia (corte que, algumas vezes, se realiza no períneo para facilitar a saída do feto).

O que se sente?

  • Cistos:
    • Abscessos:
  • Pequenos cistos dos ductos de Bartholin podem ser encontrados nos exames pélvicos de rotina podendo ser assintomáticos até atingirem um tamanho considerável ou causarem sintomas como dor vulgar, desconforto durante a relação sexual, dificuldade para caminhar ou sentar.

    Como se trata?

    Os cistos assintomáticos não requerem tratamento. Quando há sintomas importantes e nos casos recorrentes a cirurgia pode ser necessária. Como o local é muito vascularizado, pode haver sangramento de difícil controle, causando hematomas importantes. A biópsia deve ser considerada em mulheres acima de 40 anos para excluir carcinoma.

    A infecção e a obstrução do ducto, com formação de um abscesso, é um quadro agudo que requer intervenção imediata. A queixa principal é a dor, muitas vezes intensa. O local apresenta-se tenso, quente e muito sensível. Pode haver uma zona vermelha ao redor da abertura do canal e saída de secreção. Os germes freqüentemente envolvidos são aqueles de transmissão sexual, como o gonococo e a clamídia, ou anaeróbios (germes comuns no intestino).

    Como se trata?

    Os abscessos da glândula de Bartholin podem drenar (romper) espontaneamente ou devem ser drenados cirurgicamente sob anestesia local ou geral. Aqueles que drenam espontaneamente têm chance maior de recorrer (voltar). Banhos de assento e medicação para dor podem aliviar o desconforto. O uso de antibióticos está indicado em algumas pacientes (pacientes diabéticas, com comprometimento sistêmico ou imunossuprimidas).


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CÂNCER DE PRÓSTATA

Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso.

Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.


CAUTERIZAÇÃO NO COLO UTERINO


O COLO UTERINO DA MULHER PODE APRESENTAR ECTOPIAS ( FERIDAS ) QUE  JÁ ESTÃO  PRESENTES DESDE O NASCIMENTO OU FORMAM-SE NA PUBERDADE QUANDO INCIAM-SE AS PRIMEIRAS MENSTRUAÇÕES OU AINDA PODEM SER RESULTANTES DE TRAUMAS LOCAIS DEVIDO A MÚLTIPLOS PARTOS NORMAIS .  ESTAS ECTOPIAS PODEM CICATRIZAR EXPONTANEAMENTE OU PERSISTIREM ABERTAS , ONDE SERIAM IMPORTANTE PORTA DE ENTRADA PARA INFECÇÕES VIRAIS , BACTERIANAS OU FÚNGICAS . SABEMOS QUE AS INFECÇÕES BACTERIANAS SÃO DE FÁCIL MANUSEIO COM O ADVENTO DA ANTIBIOTICOTERAPIA SISTÊMICA OU TÓPICA , PORÉM AS INFECÇÕES VIRAIS PODEM TRAZER COMPLICAÇÕES DEPENDENDO DO TIPO VIRAL TAIS COMO O H.P.V. ( PAPILOMA VÍRUS HUMANO ) QUE DE ACORDO COM A CEPA VIRAL PODERÁ LEVAR AO CÂNCER DE COLO UTERINO E O H.I.V 1 E 2 COM DISSEMINAÇÃO SISTÊMICA . AS MULHERES NÃO DEVEM INGRESSAR NUMA GESTAÇÃO PORTANDO TAIS ECTOPIAS DEVIDO AOS RISCOS DE INFECÇÃO ASCENDENTE E COLONIZAÇÃO BACTERIANA NAS MEMBRANAS AMNIÓTICAS LEVANDO AO PARTO PRÉ-MATURO OU ROTURA PRECOCE DE BOLSA AMNIÓTICA.

DURANTE O ATO SEXUAL , NORMALMENTE NÃO OCORRE DOR , PORÉM PODE HAVER SANGRAMENTO ( NAS ECTOPIAS EXTENSAS E INFECIONADAS ) O QUE TRAZ MUITA PREOCUPAÇÃO PARA O CASAL.

INDICAMOS O PROCEDIMENTO DE CAUTERIZAÇÃO DO COLO UTERINO SOMENTE NAQUELES CASOS DE FERIDAS QUE PODEM LEVAR AOS RISCOS DITOS ACIMA. EXISTEM VÁRIOS MÉTODOS DE CAUTERIZAÇÃO DO COLO UTERINO  , DENTRE ELES : CRIOCATERIZAÇÃO ( A GELO – CO2 LÍQUIDO ) E A TERMOCAUTERIZAÇÃO  ( REALIZADA COM ELETROCAUTÉRIO ). O PROCESSO É FEITO NORMALMENTE NO CONSULTÓRIO E USAMOS UMA PEQUENA DOSE DE ANESTESIA NA CÉRVIX ( COLO ) UTERINA.  APÓS O PROCEDIMENTO , ORIENTAMOS A PACIENTE FICAR 30 ( TRINTA ) DIAS  EM ABSTINÊNCIA SEXUAL ; HAVERÁ UM CORRIMENTO TIPO PÚS POR UM PERÍODO DE MAIS OU MENOS 15 DIAS  E INDICAMOS USO DE POMADAS GINECOLÓGICAS CICATRIZANTES POR UM PERÍODO DE 5 DIAS  À NOITE ; NÃO  HÁ NECESSIDADE DE REPOUSO FÍSICO . APÓS 30 DIAS REAVALIAMOS COMO FICOU A CICATRIZAÇÃO LOCAL  ONDE OBSERVAREMOS A REEPITELIZAÇÃO QUASE TOTAL DA ECTOPIA ( O EPITÉLIO CILÍNDRICO SE TRANSFORMA EM UM EPITÉLIO ESTRATIFICADO  ) .

ABAIXO ILUSTRAMOS O COLO UTERINO  COM ECTOPIA ANTES DA CAUTERIZAÇÃO E DEPOIS DE 30 DIAS.

ANTES

30 DIAS APOS A CAUTERIZAÇÃO


DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

SABEMOS QUE MUITOS HOMENS E MULHERES SÃO ACOMETIDOS POR ESTAS DOENÇAS DE TRANSMISSÃO SEXUAL E QUE PODEM SER PERFEITAMENTE PREVENIDAS COM MEDIDAS JÁ CONHECIDAS POR TODOS . IMPORTANTE SERÁ O DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA EFETUARMOS O TRATAMENTO CURATIVO E NÃO FICAREM SEQUELAS NOS ÓRGAOS GENITAIS ENVOLVIDOS . PORTANTO , VAMOS COMEÇAR COM ILUSTRAÇOES REAIS EM HOMENS E MULHERES ACOMETIDOS PELAS D.S.T.  PARA QUE VOCES POSSAM RACIOCINAR E IDENTIFICAR A PATOLOGIA PRESENTE :

CASO 01

DESCRIÇÃO : OBSERVE A PRESENÇA DE UMA ÚLCERA ÚNICA , NÃO SANGRANTE , RASA , FUNDO LEVEMENTE PURULENTO  . TRATA-SE DE UMA SÍFILIS PRIMÁRIA . A SÍFILIS É CAUSADA POR UMA BACTÉRIA CHAMADA  TREPONEMA PALLIDUM . APÓS O CONTÁGIO DE 21 A 30 DIAS APARECE A LESAÕ INICIAL ( CANCRO DURO )  ; COM 40 DIAS  A ADENOPATIA SATÉLITE  E A SOROLOGIA POSITIVA ( VDRL ) ; 60 DIAS A SEIS MESES  AS LESÕES ESTARÃO NA PELE ( ROSÉOLAS E PÁPULAS ) E PODERÁ HAVER QUEDA DE CABELO E ACIMA DE 3 ANOS APARECEM AS LESÕES TEGUMENTARES , VISCERAIS  , OCULARES E ÓSSEAS . O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL MAIS USADO  É O VDRL , PORÉM PODEM SER FEITOS TAMBÉM  O EXAME BACTERIOLÓGICO DIRETO , IMUNOFLORESCÊNCIA DIRETA E O PCR .

UMA DAS COMPLICAÇÕES MAIS VISTAS EM NOSSO MEIO É SIFILIS CONGÊNITA ( TRANSMITIDA DA MÃE PARA O FILHO )   COM ALTOS ÍNDICES DE MORTALIDADE E MORBIDADE.

O TRATAMENTO  SERÁ ASSIM DIVIDIDO  : SÍFILIS RECENTE OU LATENTE ATÉ 1 ANO : PENICILINA BENZATINA   2 400 000 UI ( IM ) + 2 400 000  UI ( IM ) APÓS SETE DIAS ; SÍFILIS APÓS 01 ANO OU TARDIA  PENICILINA BENZATINA  2 400 000 UI ( IM )  POR SEMANAS POR  4  SEMANAS ( LEMBRAR QUE DEVE-SE FAZER  1 200 000 UI EM CADA GLÚTEO ) ; NEUROSÍFILIS > PENICILINA G CRISTALINA  50 000 UI/KG/DIA , E.V. POR 10 DIAS . ALÉRGICOS A  PENICILINA : USAR  DOXICICLINA 100 MG V.O . DE 12/12 HORAS  POR 20 DIAS. NAS GESTANTES RECOMENDA-SE USO DE AZITROMICINA , CASO ALÉRGICAS A PENICILINA .

PARA CONTROLE DO TRATAMENTO DEVEMOS PEDIR O VDRL QUANTITATIVO  3 , 6 E 12  MESES APÓS O TRATAMENTO E NA GESTAÇÃO DEVERÁ SER MENSAL . NORMALMENTE AS LESÕES DESAPARECEM EM 1 A 2 SEMANAS E OCORRE DECRÉSCIMO DE 4 TÍTULOS OU MAIS NA SOROLOGIA INICIAL.

ABAIXO IMAGENS DE SÍFILIS CUTÂNEA


CASO 02

OBSERVEM AS MÚLTIPLAS VESÍCULAS SOBRE BASE ERITEMATOSA QUE ULCERAM CAUSANDO MUITA DOR E ARDOR NOS  ÓRGÃOS GENITAIS E SE NÃO TRATADAS LOGO EVOLUEM COM INFECCÇÃO BACTERIANA SECUNDÁRIA; TRATA-SE DE HERPES GENITAL . O AGENTE ETIOLÓGICO É UM HERPES VÍRUS SIMPLES TIPO I E II COM PREDOMÍNIO ABSOLUTO DO TIPO II. INICIALMENTE OCORRE PRURIDO E ARDÊNCIA NA REGIÃO GENITAL . NAS LESÕES ATIVAS VERIFICAMOS VESÍCULAS QUE ULCERADAS PROVOCAM INTENSO ARDOR E DOR. A PRIMOINFECÇÃO TENDE A APRESENTAR QUADRO MAIS EXUBERANTE E DEPOIS PODEM OCORRER RECORRÊNCIAS  EM PERÍODOS DE ESTRESSE , FRIO , SOL EM EXCESSO E MENSTRUAÇÃO , VISTO QUE  O VÍRUS FICARÁ LATENTE NAS CÉLULAS GANGLIONARES E BAINHA DE MIELINA DOS NERVOS PERIFÉRICOS PODENDO SER REATIVADO QUANDO HÁ QUEDA DE IMUNIDADE DO PACIENTE.

O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL SERÁ ATRAVÉZ DO:  CITODIAGNÓSTICO ONDE SE VISUALIZAM CÉLULAS GRANDES , MULTINUCLEADAS , AMOLDAMENTO NUCLEAR E INCLUSÕES VIRAIS ; SOROLOGIA IGG E IGM ; PCR E CAPTURA HÍBRIDA.

NÃO PODEMOS ESQUECER DAS PATOLOGIAS SIMILARES NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL : SÍFILIS , PIODERMITES , CANCRO MOLE , EXULCERAÇÕES TRAUMÁTICAS.

QUANTO AO TRATAMENTO ORIENTAMOS : CUIDADES LOCAIS  , ELIMINAÇÃO E PREVENÇÃO DA INFECÇÃO SECUNDÁRIA E MEDICAMENTOS ANTIVIRAIS  : ACICLOVIR 400 MG V.O.  DE 8/8 HORAS POR 5 DIAS ; FANCICLOVIR 125 MG V.O. DE 12/12 HORAS POR 5 DIAS  E ATUALMENTE UM DOS MAIS POTENTES O VALACICLOVIR 500 MG  V. O. DE 12/12 HORAS POR 5 DIAS. O ACICLOVIR E O FANCICLOVIR PODEM SER ASSOCIADOS COMO POMADAS DE USO TÓPICO .

CASO 03

TRATA-SE DO CANCRO MOLE . AFECÇÃO VENÉREA CAUSADA PELA BACTÉRIA  HAEMOPHILUS DUCREYI . OBSERVAMOS LESÕES ULCERADAS MÚLTIPLAS , DOLOROSAS , BORDAS IRREGULARES  , CONTORNOS ERITEMA-EDEMATOSOS E FUNDO IRREGULAR RECOBERTO POR EXSUDATO NECRÓTICO AMARELADO COM ODOR FÉTIDO . NO HOMEM OS LOCAIS MAIS ACOMETIDOS SÃO O FRÊNULO E SULCO BÁLANOPREPUCIAL ; NA MULHER  A FÚRCULA E FACE INTERNA DE PEQUENOS E GRANDES LÁBIOS DA VULVA.

O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL PODE SER POR EXAME DIRETO  ( GRAM ) ONDE OBSERVAMOS BACILOS GRAM-NEGATIVOS INTRACELULARES ACOMPANHADOS DE COCOS GRAM–POSITIVOS  ; EXAMES DE BIOLOGIA MOLECULAR TAMBÉM PODERÃO SER USADOS  .

DIFERENCIAR O CANCRO MOLE DE CANCRO DURO , HERPES , LINFOGRANULOMA VENÉREO E EROSÕES TRAUMÁTICAS INFECTADAS .

QUANTO AO TRATAMENTO :  MEDIDAS HIGIÊNICAS LOCAIS E ANTIBIOTICOTERAPIA : AZITROMICINA  1 GRAMA DOSE ÚNICA ; CIPROFLOXACINO 500 MG  12/12 HORAS POR 10 DIAS ; DOXICICLINA 100 MG DE  12/12 HORAS POR 10 DIAS . O PROGNÓSTICO É BOM , PORÉM A CURA COMPLETA NÃO CONFERE IMUNIDADE.

CASO 04

AI VEMOS UMA D.S.T. CHAMADA LINFOGRANULOMA INGUINAL OU DOENÇA DE NICOLAS-FAVRE , CAUSADA PELO AGENTE ETIOLÓGICO CHLAMYDIA TRACHOMATIS CEPAS 11.12.E 13 , BACTÉRIA INTRA-CELULAR  COM MECANISMO DE MULTIPLICAÇÃO SEMELHANTE AOS VÍRUS , ISTO É , SÃO DIRETAMENTE DEPENDENTES DAS CÉLULAS HOSPEDEIRAS.

O PONTO DE INOCULAÇÃO  GERALMENTE PASSA DESPERCEBIDO E GERALMENTE É NO SULCO BALONOPREPUCIAL E FACE INTERNA DE PEQUENOS LÁBIOS. A LESÃO INICIAL PODE SER UMA PÁPULA , PÚSTULA OU  EXULCERAÇÃO INDOLOR SEM SEQUELAS. A ADENOPATIA INGUINAL UNILATERAL  É A LESÃO MAIS  TÍPICA DESTA DST E PODE EVOLUIR PARA ABSCESSOS  QUE AS VEZES NECESSITAM DE DRENAGEM .

O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL É FEITO POR EXAME DIRETO ( COLORAÇÃO GIEMSA )  ; SOROLOGIA : FIXAÇÃO DE COMPLEMENTO , IMUNOFLUORESCÊNCIA  E ELISA ; BIOLOGIA MOLECULAR : PCR E  CAPTURA HÍBRIDA .

DIFERENCIAR O LGI DE CANCRO MOLE , SÍFILIS , TUBERCULOSE GANGLIONAR , PARACOCCIDIOMICOSE INGUINAL E LINFOMA DE HODGKIN .

PODEM OCORRER COMPLICAÇÕES COMO ELEFANTÍASE GENITAL , ESTENOSE  ANAL , FÍSTULAS RETAIS  , VAGINAIS E VESICAIS .

QUANTO AO TRATAMENTO USAMOS : AZITROMICINA 1 GRAMA V.O  POR SEMANA  POR 2 SEMANAS ; DOXICILINA 100 MG VO  2 VEZES POR DIA POR   2 SEMANAS ; TIANFENICOL 500 MG VO  3 VEZES POR DIA POR 2 SEMANAS.

CASO 05


D.S.T. CONHECIDA COMO DONOVANOSE OU GRANULOMA VENÉREO . TEM COMO AGENTE ETIOLÓGICO A CALYMMATOBACTERIUM GRANULOMATIS , COCOBACILO GRAM NEGATIVO  ENCAPSULADO SENDO PARASITA INTRACELULAR DE MONONUCLEARES  ( HISTIÓCITOS E MACRÓFAGOS )

QUADRO CLÍNICO TEM INÍCIO  COM UMA ULCERAÇÃO DE BORDA PLANA OU  HIPERTRÓFICA, BEM DELIMITADA , COM FUNDO GRANULOSO  E DE ASPECTO VERMELHO VIVO E DE SANGRAMENTO FÁCIL, PODENDO TORNAR-SE VEGETANTE OU ÚLCERO-VEGETANTE . AS LESÕES PODEM SER MÚLTIPLAS . FREQUENTES EM REGIÕES DE DOBRAS E REGIÃO PERIANAL .EM HOMENS OS LOCAIS MAIS FREQUENTES SÃO PREPÚCIO , GLANDE , SULCO BALONOPREPUCIAL E BOLSA ESCROTAL . NAS MULHERES ATINGE VULVA , VAGINA , COLO UTERINO  E PÚBIS.

DIFERENCIAR ESTA DST DE  SÍFILIS , CANCRO MOLE  , TUBERCULOSE CUTÂNEA , NEOPLASIAS ULCERADAS , LEISHMANIOSE TEGUMENTAR  AMARECIANA  E OUTRAS DOENÇAS ULCERATIVAS GRANULOMATOSAS.

DIAGNÓSTICO SERÁ FEITO ATRAVÉS DA IDENTIFICAÇÃO DOS CORPÚSCULOS DE DONOVAN  DE MATERIAL OBTIDO POR BIÓPSIA OU RASPADO DA LESÃO.

TRATAMENTO  >  DOXICILINA 100 MG VO DE  12/12 HS POR 4 SEMANAS ; TIANFENICOL GRANULADO 2,5 G EM DOSE NICA  ( 1º DIA DE TRATAMENTO ) E APARTIR DO 2º DIA  500 MG VO DE  12/12 HORAS POR 14 DIAS ;AZITROMICINA 1 G VO POR SEMANA POR 4 SEMANAS.

CASO 06

TRATA-SE DA GONORRÉIA OU BLENORRAGIA E  O AGENTE ETIOLÓGICO É A NEISSERIA GONORRHOEAE ( DIPLOCOCO GRAM NEGATIVO INTRACELULAR  DE POLIMORFONUCLEARES) .

NO HOMEM CAUSA DISÚRIA , CORRIMENTO URETRAL ABUNDANTE  OU MODERADO E NA MULHER OCORREM POUCOS SINTOMAS  PORÉM NA MAIORIA NOTA-SE UM QUADRO DE ENDOCERVITE PURULENTA , MUCO-PUS OU MUCO-TURVO ; COLO UTERINO FRIÁVEL E TOQUE GINECOLÓGICO DOLORIDO COM HISTÓRIA DE INFECÇÃO URETRAL NO PARCEIRO É DE GRANDE SUSPEITA

DENTRE AS COMPLICAÇÕES DESTA DST TEMOS A DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA , SALPINGITE , INFECÇÃO DO TRATO GENITAL SUPERIOR ( CAUSANDO INFERTILIDADE E ESTERILIDADE )  , ARTRITE , OFTALMIA , BARTHOLINITE  , RETITE  , FARINGITE , PROSTATITE , ORQUITE , EPIDIDIMITE , BALANOPOSTITE.

O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL SE FAZ POR EXAME BACTERIOLÓGICO ( DIRETO : GRAM OU CULTURA EM MEIO DE THAYER-MARTIN ) ; BIOLOGIA MOLECULAR : CAPTURA HÍBRIDA E  PCR

QUANTO AO TRATAMENTO NO QUADRO AGUDO NÃO COMPLICADO PODEMOS USAR : AMOXICILINA 1 GRAMA + PROBENECID 3 GRAMAS DOSE ÚNICA ; CEFIXIMA 400 MG VO DOSE ÚNICA ; TIANFENICOL 2,5 GRAMAS VO DOSE  ÚNICA ; CIPROFLOXACINO 500 MG VO DOSE ÚNICA ASSOCIADO A AZITROMICINA 1 GRAMA DOSE ÚNICA.

COM QUADRO CLÍNICO MUITO SEMELHANTE TEMOS AS URETRITES NÃO GONOCÓCICAS CAUSADAS PELA CHLAMYDIA TRACHOMATIS ,  UREAPLASMA UREALYTICAM , MYCOPLASMA GENITALE E MYCOPLASMA HOMINIS.

A  C. TRACHOMATIS É UMA BACTÉRIA  OBRIGATORIAMENTE INTRA-CELULAR DE TRANSMISSÃO SEXUAL , SIMILAR A GONORRÉIA  CLINICAMENTE , PORÉM MENOS INTENSO OU OLIGOSSINTOMÁTICO . LABORATORIALMENTE SE FAZ O DIAGNÓSTICO  ATRAVÉS DE EXAME BACTERIOLÓGICO ( DIRETO E CULTURA ) , IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA , ELISA  , PCR , CAPTURA HÍBRIDA.

TRATAMENTO : AZITROMICINA 1 GRAMA DOSE ÚNICA ; DOXICICLINA  100 MG  2 VEZES POR DIA POR 2 SEMANAS ; TIANFENICOL 500 MG 3 VEZES POR DIA POR 2 SEMANAS .

CASO 07

TRATA-SE DO CONDILOMA ACUMINADO OU INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO ( HPV ) TAMBÉM CONHECIDO COMO CRISTA DE GALO OU VERRUGA GENITAL.

PATOLOGIA CAUSADA POR UM VÍRUS , O PAPILOMA VÍRUS HUMANO  ( HPV ) , UM DNA VÍRUS DO GRUPO PAPOVAVÍRUS . SUBTIPOS MAIS FREQUENTES : 6/11 , 16/18.  AS INFECÇÕES POR ESTE VÍRUS PODERÃO  SEGUIR OS CURSOS : 1 )  APRESENTAR-SE COMO INFECÇÕES TRANSITÓRIAS , EM CERCA DE 50 %  DOS CASOS , COM COMPLETA  ELIMINAÇÃO DO VÍRUS , CASO O ORGANISMO ESTEJA IMUNOLOGICAMENTE  COMPETENTE; 2 ) DETERMINAR O  APARECIMENTO DE LESÕES  QUE PODEM REGREDIR  ESPONTANEAMENTE EM 30 A 50 %  DOS CASOS ; 3  )  EVOLUIR  PARA LESÕES QUE MESMO APÓS TRATAMENTO NÃO CONDUZEM A ELIMINAÇÃO VIRAL , ESTABELECENDO  INFECÇÕES PERSISTENTES E ESTAS INFECÇÕES SERIAM  RESISTENTES  AOS TRATAMENTOS  CONVENCIONAIS  O QUE FARIAM SER CONSIDERADAS DE ALTO RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE CÂNCER GENITAL .

A TRANSMISSÃO GERALMENTE É SEXUAL , ENTRETANTO OUTRAS FORMAS DE CONTAMINAÇÃO PODEM SER CONSIDERADAS : TOALHAS , ROUPAS , SABONETE , PORÉM SÃO RARAS.

AS LESÕES SÃO DE ASPECTO PAPILAR, ÚNICAS OU MÚLTIPLAS  ( VERRUGAS ) , LESÕES DESCRITAS COMO COUVE-FLOR , FACILMENTE VISTAS  PELO  MÉDICO E O PACIENTE. AS LESÕES SUBCLÍNICAS SERIAM AQUELAS VISTAS APÓS COLORAÇÃO COM ÁCIDO ACÉTICO OU AZUL DE TOLUIDINA  E AMPLIAÇÃO COM AS LENTES DE UM COLPOSCÓPIO , NÃO COSTUMAM CAUSAR SINTOMAS  E PODEM PERMANECER LATENTES POR VÁRIOS ANOS.

O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL SERÁ FEITO ATRAVÉS DE EXAMES CITOLÓGICOS E HISTOPATOLÓGICOS ( BIÓPSIA ) OU TÉCNICAS DE BIOLOGIA MOLECULAR : CAPTURA HÍBRIDA E PCR .

A PRESENÇA DO HPV NO COLO UTERINO  ESTÁ RELACIONADA AO AUMENTO DE INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA INTRA-EPITELIAL CERVICAL EM DIFERENTES ESTÁGIOS E SUA PRESENÇA NA GENITÁLIA EXTERNA  ESTÁ RELACIONADA COM O CÂNCER  “IN SITU” DE CÉLULAS ESCAMOSAS , PAPULOSE BOWENÓIDE , CONDILOMAS , PAPILOMA DE LARINGE  DENTRE OUTROS.

NÃO EXISTE MEDICAMENTO VIA SISTÊMICA PARA O VÍRUS HPV E TODO TIPO DE TRATAMENTO OBJETIVA  REMOÇÃO E DESTRUIÇÃO DAS LESÕES PRESENTES COM RESULTADOS GERALMENTE SATISFATÓRIOS.

HOJE DE GRANDE VALIA , A VACINA QUADRIVALENTE PARA O HPV TEM SIDO USADA PARA PREVENÇÃO DESTA INFECÇÃO . A VACINA PROTEGE CONTRA OS SUBTIPOS 6/11 E 16/18 , OS MAIS FREQUENTES CAUSADORES DE VERRUGAS GENITAIS E NEOPLASIAS INTRA-EPITELIAIS ( LESÕES DE PRÉ-CÂNCER E CÂNCER GENITAL ) . PODE SER USADA NA FASE DA ADOLESCÊNCIA ( ANTES DA PRIMEIRA RELAÇÃO SEXUAL ) PARA AMBOS OS SEXOS OU A QUALQUER IDADE COMO FATOR PROTETOR NOS RELACIONAMENTOS DE RISCO . RECOMENDA-SE 3 ( TRÊS ) DOSES : O , 2 E 6 MESES.

A CIRURGIA DE CIRCUNCISÃO NOS HOMENS COM EXCESSO DE PREPÚCIO NO PÉNIS COLABORA BASTANTE PARA DIMINUIR A INCIDÊNCIA DO HPV NO HOMEM E CONSEQUENTEMENTE SUA TRANSMISSÃO PARA A ( O  ) PARCEIRA ( O ) SEXUAL.

CASO 8

Vemos acima manifestações clínicas da AIDS ( SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA ) . Infeccão causada pelos HIV ( 1 e 2 )  que destrói os glóbulos brancos ( lifócitos T CD4+) .

Fatos importantes sobre a disseminação da AIDS:

  • A AIDS é a sexta causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos nos Estados Unidos, depois de ser a número um em 1995.
  • A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo morreram devido a essa infecção desde o começo da epidemia
  • Em 2008, havia aproximadamente 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV/AIDS, incluindo 2,1 milhões de crianças com menos de 15 anos.

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) provoca AIDS. O vírus ataca o sistema imunológico e deixa o corpo vulnerável a uma série de infecções e a vários tipos de câncer que apresentam risco de vida.

Bactérias, fungos, parasitas e vírus comuns que normalmente não causam doenças graves nas pessoas com um sistema imunológico saudável podem provocar doenças fatais em pessoas com AIDS.

O HIV foi encontrado na saliva, nas lágrimas, no tecido do sistema nervoso e no líquido da coluna vertebral, no sangue, no sêmen (inclusive no líquido pré-ejaculatório, que é o líquido que sai antes da ejaculação), na lubrificação vaginal e no leite materno. Entretanto, em geral, somente o sangue, o sêmen, as secreções vaginais e o leite materno transmitem a infecção para outras pessoas.

O vírus pode ser transmitido:

  • Por meio do contato sexual – incluindo sexo oral, vaginal e anal
  • Pelo sangue – via transfusões de sangue (atualmente, extremamente raro nos Estados Unidos) ou por compartilhar agulhas
  • De mãe para filho – uma mulher grávida pode transmitir o vírus para o feto pela circulaçãosanguínea compartilhada ou uma mulher amamentando pode transmitir o vírus para o bebê através do leite

Outras formas de disseminação do vírus são raras e incluem lesão acidental por agulha, inseminação artificial com sêmen doado por infectado e transplante de órgãos com órgãos infectados.

A infecção pelo HIV NÃO é transmitida por:

  • Contato casual como abraçar
  • Mosquitos
  • Participação em esportes
  • Tocar objetos tocados anteriormente por uma pessoa infectada pelo vírus

A AIDS e a doação de sangue ou órgãos:

  • A AIDS NÃO é transmitida para uma pessoa que DOA sangue ou órgãos. As pessoas que doam órgãos para transplantes nunca estão em contato direto com aqueles que os recebem. Da mesma maneira, uma pessoa que doa sangue não entra em contato com a pessoa que recebe. Em todos esses procedimentos, são utilizadas agulhas e utilizados instrumentos esterelizados
  • Entretanto, o HIV pode ser transmitido para uma pessoa que RECEBE sangue ou órgãos de um doador infectado. Para reduzir o risco, os bancos de sangue e os programas de doação de órgãos examinam doadores, sangue e tecidos exaustivamente

As pessoas com maior risco de contrair HIV são:

  • Usuários de drogas injetáveis que compartilham agulhas
  • Bebês nascidos de mães com HIV que não receberam o tratamento contra o HIV durante a gravidez
  • Pessoas que praticam sexo sem proteção, principalmente com outras que têm comportamento de alto risco, que sejam HIV positivos ou que tenham AIDS
  • Pessoas que receberam transfusões de sangue ou produtos coagulantes entre 1977 e 1985 (antes que os exames do vírus se tornassem uma prática padrão)
  • Parceiros sexuais de pessoas que participam de atividades de alto risco (como o uso de drogas injetáveis ou o sexo anal).

Sintomas

A AIDS começa com a infecção pelo HIV. As pessoas infectadas podem não ter sintomas de HIV por 10 anos ou mais, mas ainda assim podem transmitir a infecção para outros durante esse período sem sintomas da doença. Se a infecção não é detectada e tratada, o sistema imunológico gradativamente se debilita e a AIDS se desenvolve.

A infecção aguda pelo HIV progride com o tempo (normalmente de algumas semanas a meses) para uma infecção assintomática (sem sintomas) e, depois, para uma infecção sintomática precoce por HIV. Posteriormente, ela progride para a AIDS (infecção avançada por HIV com contagem de células T CD4 abaixo de 200 células/mm3).

Quase todas as pessoas infectadas pelo HIV, se não tratadas, desenvolvem AIDS. Existe um pequeno grupo de pacientes que desenvolve a AIDS muito lentamente ou que nunca a desenvolvem. Esses pacientes são chamados de não progressores e podem ter uma diferença genética que impede que o vírus danifique seu sistema imunológico.

Os sintomas da AIDS são principalmente o resultado de infecções que normalmente não se desenvolvem em indivíduos com sistemas imunológicos saudáveis. Elas são chamadas de infecções oportunistas.

As pessoas com AIDS tiveram seu sistema imunológico atacado pelo HIV e são muito suscetíveis a essas infecções oportunistas.

Os sintomas comuns são:

  • Calafrios
  • Febres
  • Suor (principalmente durante a noite)
  • Glândulas linfáticas inchadas
  • Fraqueza
  • Perda de peso

Observação: A infecção inicial com HIV pode não produzir sintomas. Algumas pessoas, entretanto, apresentam sintomas similares à gripe, como febre, exantema, dor de garganta e linfonodos inchados, normalmente de 2 a 4 semanas depois de contrair o vírus. Algumas pessoas com infecção por HIV se mantém sem sintomas durante anos, entre a exposição ao vírus e o desenvolvimento da AIDS.

Exames e testes

A seguir, uma lista das infecções e dos tipos de câncer relacionados à AIDS que as pessoas com a doença podem ter à medida que a contagem de CD4 diminui. Anteriormente, a AIDS era definida como ter uma infecção por HIV e contrair uma dessas doenças adicionais. Hoje em dia, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), uma pessoa pode ser diagnosticada com AIDS se tiver uma contagem de células CD4 abaixo de 200 células/mm3, mesmo se não tiver uma infecção oportunista.

A AIDS também poderá ser diagnosticada se uma pessoa desenvolver uma das infecções oportunistas e tipos de câncer que ocorrem mais frequentemente em pessoas infectadas pelo HIV. Essas infecções são incomuns em pessoas com um sistema imunológico saudável.

As células CD4 são um tipo de célula imunológica. Elas também são chamadas de “células T” ou “células auxiliares”.

Muitas outras doenças e seus sintomas podem desenvolver-se, além das relacionadas aqui.

Comuns com contagem de CD4 abaixo de 350 células/mm3:

  • Vírus da herpes simples – causa úlceras/pequenas bolhas na boca ou nos genitais, acontece mais frequentemente e normalmente com maior gravidade em pessoas infectadas pelo HIV do que em pessoas sem infecção por HIV
  • Tuberculose – infecção pela bactéria da tuberculose que afeta os pulmões, mas pode afetar outros órgãos como o intestino, o revestimento do coração ou dos pulmõescérebro ou revestimento do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal)
  • Candidíase oral ou vaginal – infecção por fungos na boca ou na vagina
  • Herpes-zóster (cobreiro) – úlceras/pequenas bolhas em uma placa da pele, causadas pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo vírus que causa a varicela (catapora)
  • Linfoma não Hodgkin – câncer dos linfonodos
  • Sarcoma de Kaposi – câncer de pele, pulmões e intestinos associados ao herpes-vírus (HHV-8). Pode acontecer com qualquer contagem de CD4, mas é mais provável em baixos níveis de CD4 e mais comum em homens do que em mulheres

Comuns com contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm3:

  • Pneumonia por Pneumocystis carinii, “pneumonia PPC”, agora chamada de pneumonia porPneumocystis jiroveci, causada por um fungo
  • Candidíase esofágica – infecção dolorosa do esôfago provocada por fungos
  • Angiomatose bacilar – lesões na pele causadas por uma bactéria chamada Bartonella, que podem ser adquiridas por arranhões de gato

Comuns com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm3:

  • Meningite criptocócica – infecção por fungos da membrana do cérebro
  • Demência por HIV – deterioração da função mental, causada pelo próprio HIV
  • Encefalite por toxoplasma – infecção do cérebro por um parasita chamado de Toxoplasma gondii, que é frequentemente encontrado nas fezes dos gatos; causa lesões no cérebro
  • Leucoencefalopatia multifocal progressiva – uma doença do cérebro causada por um vírus (chamado vírus JC) que resulta em um declínio severo das funções mentais e físicas
  • Síndrome de emaciamento – perda extrema de peso e do apetite, causadas pelo próprio HIV
  • Diarreia por Cryptosporidium – diarreia extrema causada por um dos parasitas que afeta o trato gastrointestinal

Comuns com contagem de CD4 abaixo de 50/mm3:

  • Mycobacterium avium – uma infecção do sangue causada por uma bactéria relacionada àtuberculose
  • Infecção por citomegalovírus – uma infecção viral que pode afetar quase qualquer um dos sistemas de órgãos, principalmente o intestino grosso e os olhos

Além da contagem de CD4, um exame chamado nível de RNA do HIV (ou carga viral) pode ser usado para monitorar os pacientes. Os exames básicos de laboratório e o teste de Papanicolau cervical são importantes para monitorar a infecção por HIV, devido ao aumento do risco de câncer cervical em mulheres com o sistema imunológico comprometido. O Papanicolau anal, para detectar câncer em potencial, também pode ser importante para homens e mulheres infectados, mas seu valor não foi comprovado.

Tratamento

Atualmente, não existe cura para a AIDS. Contudo, existe uma série de tratamentos disponíveis que podem ajudar a manter os sintomas controlados e melhorar a qualidade de vida das pessoas que já desenvolveram os sintomas.

A terapia antirretroviral suprime a replicação do HIV no organismo. Uma combinação de várias drogas antirretrovirais, chamada de terapia antirretroviral altamente ativa (HAART), se mostrou muito eficaz na redução do número de partículas HIV na corrente sanguínea. Isso é medido pela carga viral (quantidade de vírus encontrada no sangue). Impedir a replicação do vírus pode aumentar a contagem de células T e ajudar o sistema imunológico a se recuperar da infecção por HIV.

A HAART não é uma cura para o HIV, mas se mostrou muito eficaz nos últimos 12 anos. As pessoas em tratamento com HAART, com níveis reduzidos de HIV, podem ainda assim transmitir o vírus por meio do sexo ou compartilhando agulhas. Existem boas evidências de que se os níveis de HIV permanecerem reduzidos e a contagem de CD4 permanecer alta (acima de 200 células/mm3), a vida poderá ser prolongada e aprimorada significativamente.

Porém, o HIV pode tornar-se resistente à HAART, principalmente em pacientes que não tomam os medicamentos diariamente nos horários indicados. Existem exames genéticos disponíveis para determinar se uma cepa do HIV é resistente a uma droga específica. Essas informações podem ser úteis para determinar a melhor combinação de drogas para cada pessoa e ajustar o regime de drogas se ele começar a falhar. Esses exames devem ser realizados cada vez que uma estratégia de tratamento começar a falhar e antes de começar o tratamento.

Quando o HIV se torna resistente à HAART, outras combinações de drogas devem ser usadas para tentar suprimir a cepa resistente do HIV. Existe uma série de novas drogas no mercado para tratar o HIV resistente.

O tratamento com a HAART tem complicações. A HAART é uma combinação de diferentes medicamentos, cada um com seus próprios efeitos colaterais.

Alguns efeitos colaterais comuns são:

  • Concentração de gordura nas costas (“giba”) e abdôme
  • Mal-estar geral
  • Dor de cabeça
  • Náuseas
  • Fraqueza

Quando usados por muito tempo, esses medicamentos aumentam o risco de ataque cardíaco, talvez por aumentar os níveis de gordura e glicose (açúcar) no sangue.

Qualquer médico que prescrever a HAART deve observar o paciente atentamente para detectar possíveis efeitos colaterais. Além disso, exames de sangue de rotina medindo a contagem de CD4 e acarga viral do HIV devem ser feitos a cada 3 meses. O objetivo é obter a contagem de CD4 o mais próximo possível da normal e reduzir a quantidade de vírus HIV no sangue a um nível em que não possa ser detectado.

Outros medicamentos antirretrovirais estão sendo investigados. Além disso, os fatores de crescimento que estimulam o crescimento celular, como a eritropoietina (Epogen) e o filgrastim (G-CSF ou Neupogen) são usados algumas vezes para tratar a anemia e a baixa contagem de leucócitos associados à AIDS.

Também são usados medicamentos para prevenir infecções oportunistas (como a pneumoniaPneumocystis jiroveci) caso a contagem de CD4 seja suficientemente baixa. Isso mantém os pacientes com AIDS mais saudáveis por períodos mais longos. As infecções oportunistas são tratadas quando ocorrem.

Grupos de apoio

Muitas vezes, participar de grupos de apoio, em que os membros compartilham experiências e problemas, pode ajudar a diminuir o estresse emocional de doenças devastadoras.

Evolução (prognóstico)

No momento, não existe cura para a AIDS. Ela é sempre fatal quando não há tratamento. Nos Estados Unidos, a maioria dos pacientes sobrevive por muitos anos depois do diagnóstico devido à disponibilidade da HAART. A HAART aumentou drasticamente o tempo de sobrevivência das pessoas com HIV.

A pesquisa sobre tratamentos medicamentosos e o desenvolvimento de vacinas continua. Contudo, os medicamentos para o HIV não estão sempre disponíveis nos países em desenvolvimento, onde a epidemia é mais devassadora.

Complicações

Quando uma pessoa é infectada com o HIV, o vírus começa lentamente a destruir o sistema imunológico da pessoa. A velocidade desse processo difere em cada indivíduo. O tratamento com a HAART pode ajudar a reduzir ou interromper a destruição do sistema imunológico.

Uma vez que o sistema imunológico é gravemente afetado, a pessoa tem AIDS e está suscetível a infecções e cânceres que a maioria dos adultos saudáveis não teria. Entretanto, o tratamento antirretroviral ainda pode ser muito eficaz, mesmo nesse estágio da doença.

Prevenção

  • Não utilize drogas ilícitas nem compartilhe agulhas ou seringas. Agora, muitas comunidades têm programas de intercâmbio de agulhas, em que você pode desfazer-se das seringas usadas e obter seringas novas esterilizadas. Esses programas também oferecem referências para o tratamento da dependência
  • Evite o contato com o sangue de outra pessoa. Roupas, máscaras e óculos protetores podem ser apropriados para atender pessoas feridas
  • Qualquer pessoa que tenha um exame positivo de HIV pode transmitir a doença e não deve doar sangue, plasma, órgãos nem esperma. As pessoas infectadas devem contar a qualquer parceiro sexual que possuem HIV positivo. Elas não devem trocar líquidos durante a atividade sexual e devem usar todas as medidas preventivas (como preservativos) para dar ao parceiro a máxima proteção
  • As mulheres HIV positivas que queiram engravidar devem buscar aconselhamento sobre o risco para o feto e os métodos para evitar que o bebê seja infectado. O uso de certos medicamentos reduz drasticamente a probabilidade de que o bebê seja infectado durante a gravidez
  • O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos recomenda que as mulheres infectadas por HIV evitem amamentar para impedir que o HIV seja transmitido a seus bebês pelo leite materno
  • As práticas de sexo seguro, como o uso de preservativos de látex, são altamente eficazes em prevenir a transmissão do HIV. PORÉM, existe um risco de adquirir a infecção mesmo com o uso de preservativos. A abstinência é a única forma segura de evitar a transmissão sexual do HIV

DSTs e nichos ecológicos

O comportamento sexual mais arriscado é o sexo anal receptivo desprotegido. O comportamento sexual menos arriscado é receber sexo oral. Praticar sexo oral em um homem está associado a algum risco de transmissão do HIV, mas é menos arriscado que a relação sexual vaginal desprotegida.

A transmissão da mulher para o homem é muito menos provável do que a transmissão do homem para a mulher. Praticar sexo oral em uma mulher que não esteja em seu período menstrual tem um baixo risco de transmissão.

Os pacientes HIV positivos que tomam medicamentos antirretrovirais têm menos probabilidade de transmitir o vírus. Por exemplo, as mulheres grávidas que estão em tratamento efetivo no momento do parto e que têm níveis indetectáveis de carga viral transmitem o HIV para seus bebês em menos de 1% das vezes, comparado com cerca de 20% das vezes quando os medicamentos não são utilizados.

O fornecimento de sangue dos Estados Unidos é um dos mais seguros do mundo. Praticamente todas as pessoas infectadas com HIV por transfusões de sangue receberam essas transfusões antes de 1985, ano em que passou a ser feito o exame de HIV em todo o sangue doado.

Se você acha que foi exposto ao HIV, procure atendimento médico IMEDIATAMENTE. Existem algumas evidências de que um tratamento imediato com drogas antivirais pode reduzir a probabilidade de que você seja infectado. Isso é chamado de profilaxia pós-exposição (PEP) e tem sido utilizado para impedir a transmissão para trabalhadores da área da saúde feridos por agulhas.

Há poucas informações disponíveis sobre a eficácia da PEP para pessoas expostas ao HIV por meio de atividade sexual ou uso de drogas injetáveis. Contudo, se você acha que foi exposto, converse sobre a possibilidade com um especialista informado (consulte as organizações locais de AIDS para obter as informações mais recentes) o mais breve possível. Qualquer pessoa vítima de estupro deve ter acesso à PEP e considerar seus potenciais riscos e benefícios.

Para concluirmos  matéria de DST temos que lembrar ainda das HEPATITES  que em determinados casos também são de transmissão sexual

Hepatite B

A hepatite B é uma doença infecciosa inflamatória do fígado causada pelo vírus da hepatite B(HBV) que afeta algumas espécies de primatas, incluindo seres humanos. Originalmente conhecida como “hepatite do soro”, a doença tem causado epidemias em regiões da Ásia e da África, e é endêmica na China. Cerca de um terço da população mundial foi infectada pelo vírus em algum momento de suas vidas, incluindo 350 milhões de pessoas que são portadoras crônicas.

O vírus é transmitido através da exposição a sangue ou fluidos corporais, tais como sêmen e secreções vaginais, contaminados. O DNA viral também já foi detectado na saliva, lágrimas e na urina de portadores crônicos. A infecção perinatal é a principal via de transmissão em áreas endêmicas (principalmente nos países em desenvolvimento). Outros fatores de risco para o desenvolvimento da infecção por HBV incluem: profissionais de saúde, pessoas que recebem transfusões ou diáliseacupuntura, tatuagem, viajantes a locais endêmicos e residentes de instituições. Entretanto, o vírus da hepatite B não pode ser transmitida através de aperto de mão, compartilhamento de talheres ou copos, beijo, abraço, tosse, espirro ou amamentação.

A doença aguda provoca inflamação do fígado, vômitos, icterícia e, raramente, a morte. Já a hepatite B crônica pode eventualmente causar cirrose ou mesmo câncer. A infecção pode ser prevenida através da administração em três doses da vacina contra hepatite B. O vírus da hepatite D (HDV) só ataca células já infectadas pelo HBV, piorando assim o prognóstico dos doentes com hepatite B crônica.

O vírus da hepatite B é um hepadnavírushepa, de hepatotrópico (atraído para o fígado) e dna, porque é um vírus de DNA – e tem um genoma circular de DNA de cadeia dupla parcial. Os vírus replicam através de uma forma intermediária de RNA por transcrição reversa, que, na prática, os relaciona com os retrovírus. Embora a replicação tenha lugar no fígado, o vírus propaga-se para o sangue, onde as proteínas virais e anticorpos contra eles são encontrados em pessoas infectadas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hepatite B deve não só identificar as pessoas com anticorpos contra a doença, mas também diferenciar aqueles que já tiveram a doença aguda, mas estão nessa altura curados, dos com hepatite crónica que necessitam de vigilância e tratamento. São usadas técnicas elaboradas de detecção de antigénios e anticorpos diferentes que surgem em diferentes estágios da doença. O episódio agudo é diagnosticado pela detecção no sangue de antigénios HBs e HBe, e anticorpos anti-HBc além de transaminases (enzimas que existem no interior dos hepatócitos e só saem para o sangue com destruição destes: indicadores de hepatite) simultaneamente. A infecção passada resolvida caracteriza-se por anticorpos anti-HBs e anti-HBc do tipo IgG. A imunidade efectiva da vacina é determinada pela detecção de anticorpos anti-HBs do tipo IgG, mas não anti-HBc. O doente crónico apresenta no sangue antigénios HBe e HBs altos e anticorpos anti-HBc do tipo IgG mas não anti-HBs. Além disso, pode ter transaminases elevadas (hepatite activa) e testes para a presença de vírus no sangue (PCR) positivos.

Não há tratamento eficaz para a hepatite B. A única medida é a prevenção pela vacina, que é eficaz. A vacina é constituída pelos antigénios HBs, sem nenhuma partícula viral. Administra-se por inoculação. Se a pessoa após alguns meses apresentar anticorpos anti-HBs em suficiente número, não necessitam de mais injecções, mas aqueles com menor resposta requerem novas inoculações, até três, espaçadas. Em muitos países é obrigatória. Cerca de 5% dos indivíduos que receberam a vacina poderão não estar mesmo assim efectivamente imunes.

Não há vacina contra HDV, mas como só infecta doentes crónicos com HB a vacina do HBV é protectora. Em doentes com hepatite B, a única prevenção é a abstinência de comportamentos de risco: sexo promíscuo e uso de seringas partilhadas.

Hepatite C

hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC) e que afecta sobretudo o fígado. A infecção é muitas vezes assintomática, embora a infecção crónica possa levar à cicatrização do fígado e por fim à cirrose, que normalmente só se manifesta passado vários anos. Nalguns casos, os indivíduos com cirrose contraem Insuficiência hepáticacancro do fígado, podendo haver ainda complicações que representam risco imediato de vida, como varizes esofágicas ou gástricas.

O contágio com VHC é feito através de contacto sanguíneo, associado sobretudo ao uso deseringas, material médico mal esterilizadotransfusões sanguíneas. Estima-se que em todo o mundo sejam afectadas pela hepatite C 130 a 170 milhões de pessoas. A existência dahepatite C foi proposta durante a década de 1970 e demonstrada em 1989. A doença afecta apenas o ser humano e os chimpanzés.

O vírus permanece no fígado em cerca de 85% dos casos de infecção. Esta infecção crónica pode ser tratada com medicação: a terapia convencional consiste numa combinação depeginterferonaribavirina, os quais podem ser complementados com boceprevir ou telaprevirem determinados casos. A taxa de sucesso do tratamento situa-se entre os 50 e 80%. Os indivíduos que desenvolvam cirrose ou cancro do fígado podem vir a necessitar de umtransplante de fígado. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, embora o vírus normalmente se volte a manifestar mesmo depois do transplante. Não existe ainda uma vacina eficaz contra a doença.

Infecção aguda

A infecção da hepatite C manifesta-se através de sintomas agudos em 15% dos casos. Os sintomas são geralmente pouco intensos e imprecisos, incluindo a falta de apetite, fadiga, náuseas, dores musculares ou nas articulações e perda de peso. A maior parte dos casos de infecção aguda não tem relação com a icterícia. A infecção desaparece por si própria e de forma espontânea em 10 a 50% dos casos, o que ocorre com mais frequência em indivíduos jovens do sexo feminino

Infecção crónica

Cerca de 80% daqueles que são expostos ao vírus contraem uma infecção crónica. Durante as primeiras décadas, a maior parte dos infectados não nota qualquer sintoma significativo, embora a hepatite C crónica esteja associada à fadiga. Após vários anos, a doença torna-se a principal causa de cirrose e de cancro do fígado. Cerca de 10 a 30% dos indivíduos infectados desenvolve cirrose num prazo de 30 anos. A cirrose é mais frequente entre os que estão igualmente infectados com a hepatite B ou o VIH, entre alcoólicos e em indivíduos do sexo masculino. Os que desenvolvem cirrose apresentam um risco vinte vezes maior de contrair um hepatocarcinoma, ao ritmo de 1 a 3% ao ano, e no caso de estar associado ao excesso de álcool o risco aumenta para 100 vezes. A hepatite C está na origem de 27% dos casos de cirrose e de 25% dos casos de hepatocarcinoma em todo o mundo.

A cirrose hepática pode levar à hipertensão portalacumulação de líquidos no abdómensusceptibilidade a hemorragias, varizes (sobretudo no estômago e esófago], icterícia, e um síndroma de alteração psíquica conhecido como encefalopatia hepática. É uma das causas mais comuns na requisição de transplantes hepáticos.

Tratamento

O VHC induz infecção crónica em 50% a 80% dos indivíduos infectados. Entre estes, a taxa de sucesso do tratamento é de 40% a 80%.Em casos raros, a infecção pode desaparecer sem qualquer tratamento. Os portadores de hepatite C crónica são aconselhados a evitar bebidas alcoólicas e medicamentos que apresentem toxicidade para o fígado, para além de ser recomendada a vacinação contra a hepatite Ahepatite B. Para aqueles que têm cirrose, recomenda-se também a vigilância do hepatocarcinoma através de ecografia.

Medicação

Regra geral, recomenda-se o tratamento para todos aqueles em que se sejam detectadas anormalidades no fígado como resultado da infecção de VHC. Actualmente, o tratamento é a administração combinada de interferão alfa peguilado com o fármaco antiviral ribavirinadurante um período de 24 ou 48 semanas, dependendo do genótipo do VHC. Quando administrado em conjunto com a ribavirina, o interferão alfa peguilado 2a aparenta superior ao interferão alfa peguilado 2b, embora as provas não sejam ainda determinantes.Registam-se melhorias em 50% a 60% dos pacientes. A combinação de boceprevir ou telaprevir com a ribavirina e e o interferão alfa peguilado melhora a resposta antiviral ao genótipo 1 da hepatite c. Os efeitos secundários deste tratamento são bastante comuns, com cerca de metade dos pacientes a manifestarem sintomas semelhantes aos da gripe e cerca de um terço a manifestar problemas de ordem emocional. O tratamento durante os primeiros seis meses é mais eficaz do que aquele que seja feito depois da infecção se ter tornado crónica. Se o indivíduo contrair uma nova infecção e esta não tiver sido eliminada ao fim de oito a doze semanas, é recomendada a administração de interferão peguilado durante 24 semanas. Em pacientes com talassemia, a ribavirina aparenta ser eficaz, mas aumenta a necessidade de transfusões.


ADENOMIOSE : CONHEÇA ESTA CONDIÇÃO


MUITAS MULHERES QUEIXAM-SE DE CÓLICAS MENSTRUAIS E EXCESSO DE FLUXO MENSTRUAL E ACHAM QUE ISTO É NORMAL. JÁ CONHECEMOS A ENDOMETRIOSE , QUE TRATA-SE DO IMPLANTE DE ENDOMÉTRIO FORA DE SEU SÍTIO NORMAL E QUANDO OS FOCOS DE ENDOMETRIOSE SE IMPLANTAM NO INTERIOR DA MUSCULATURA UTERINA , DESENVOLVEM A ADENOMIOSE , QUE CAUSARÁ UM AUMENTO DO VOLUME DO ÚTERO E MENSTRUAÇÕES COM FLUXO INTENSO E COM MUITAS DORES . ADENOMIOSE É DEFINIDA COMO UMA PATOLOGIA UTERINA BENIGNA ONDE SE ENCONTRAM GLÂNDULAS E ESTROMA ENDOMETRIAL NO INTERIOR DO MIOMÉTRIO PODENDO RESULTAR OU NÃO EM HIPERTROFIA DAS FIBRAS MUSCULARES UTERINA E COM CONSEQUENTE AUMENTO DE VOLUME DO ÚTERO. GERALMENTE ESTAS MULHERES COSTUMAM APRESENTAR TAMBÉM ENDOMETRIOSE E MIOMAS.

MAIS COMUM  NAS MULHERES ENTRE 35 – 50 ANOS ( POSSIVELMENTE DEVIDO AO STATUS HORMONAL ) . COMO CAUSAS  AINDA NÃO SE TEM UMA TOTAL ELUCIDAÇÃO  MAS ACHA-SE QUE O TRAUMA UTERINO POSSA RESULTAR EM ROMPIMENTO  DA BARREIRA ENTRE O ENDOMÉTRIO  E MIOMÉTRIO  O QUE PODE OCORRER NA GESTAÇÃO  , CESARIANA , LIGADURAS DE TROMPAS , CURETAGENS UTERINAS , MIOMECTOMIAS E PARTOS NORMAIS. SABEMOS QUE A ADENOMIOSE É UMA DOENÇA HOMÔNIO DEPENDENTE E QUE DESAPARECE APÓS A MENOPAUSA.

CONHECEMOS DUAS FORMAS DISTINTAS : UMA FOCAL ( NÓDULOS DISPERSOS NO MIOMÉTRIO ) E OUTRA DIFUSA  ( ATINJE QUASE A TOTALIDADE  MUCULATURA UTERINA ) .

A SUSPEIÇÃO DIAGNÓSTICA É  FEITA ATRAVÉZ DA SOMA DOS FATORES : HISTÓRIA CLÍNICA ( AUMENTO DO FLUXO MENSTRUAL  , CÓLICAS MENSTRUAIS INTENSAS E DOR TIPO PESO NO BAIXO VENTRE )  ; EXAME GINECOLÓGICO ( ÚTERO COM AUMENTO DE VOLUME ) ; EXAMES DE  IMAGENS ( ULTRASSOM E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ) ,  SENDO QUE O DIAGNÓSTICO DEFINITIVO SÓ SERÁ FEITO ATRAVÉZ DO HISTOPATOLÓGICO DO ÚTERO ( BIÓPSIA ) .

ADENOMIOSE RARAMENTE OCORRE EM MULHERES QUE NÃO TENHAM TIDO UMA GRAVIDEZ A TERMO E EMBORA SEJA MUITO DOLOROSA A CONDIÇÃO É GERALMENTE INOFENSIVA E ACHA-SE QUE ATINGE 60% DAS MULHERES  E NA MAIORIA DOS CASOS NÃO CAUSA SINTOMAS . NA FORMAS GRAVES PODEM OCORRER HEMORRAGIAS E DOR , POIS NO QUE SE ACUMULA O SANGUE NOS FOCOS DE ADENOMIOSE OCORRE IRRITAÇÃO DA PAREDE UTERINA E POSTERIOR FIBROSE NO LOCAL  .OS SINTOMAS SÃO DIFERENTES EM CADA MULHER MAS PODEM INCLUIR : PERÍODOS MENSTRUAIS IRREGULARES , MAIS LONGOS QUE O HABITUAL ,  HEMORRAGIA INTENSA COM COÁGULOS ; O SANGUE MENSTRUAL PODERÁ TER UM ODOR DESAGRADÁVEL ; ANEMIA PODERÁ TAMBÉM ESTAR PRESENTE.  A CÓLICA MENSTRUAL E SENSAÇÃO DE PESO NO BAIXO VENTRE SÃO EVENTOS COMUNS.

TRATAMENTO MAIS EFICAZ É A HISTERECTOMIA ( RETIRADA DO ÚTERO)  , NO ENTANTO QUANDO EXISTE DESEJO REPRODUTIVO  PODE-SE TENTAR LEVAR A PACIENTE A AMENORRÉIA  POR USO DE ANTICONCEPCIONAIS  ORAIS COMBINADOS   DE USO CONTÍNUO ; O DIU DE LEVONORGESTREL ( MIRENA ) PODE TAMBÉM SER ALTERNATIVA INTERESSANTE . O  USO DE AGONISTAS DO GN-RH ( INJEÇÕES TRIMESTRAIS ) TAMBÉM SERVEM PARA REDUZIR A DOR E O VOLUME UTERINO PORÉM SÓ ENQUANTO ESTIVER SOB EFEITO DO MEDICAMENTO . A EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS UTERINAS NÃO TEM DADOS RESULTADOS SATISFATÓRIOS . A ABLAÇÃO ENDOMETRIAL HISTEROSCÓPICA SERVERIA APENAS PARA REDUÇÃO MENSTRUAL PORÉM AS DORES GERALMENTE PERMANECEM IGUAIS. A SOLUÇÃO DEFINITA ENTÃO SERIA A HISTERECTOMIA OU TRAMENTOS PALIATIVOS ATÉ A MULHER CHEGAR A MENOPAUSA , ONDE OCORRE REGRESSÃO EXPONTÂNEA DESTA PATOLOGIA.

NINFOPLASTIA : COMO SERIA ESTA CIRURGIA NAS MULHERES

MULHERES QUE APRESENTAM PEQUENOS LÁBIOS DA VULVA AUMENTADOS OU ASSIMÉTRICOS SENTEM-SE INCOMODADAS COM A APARÊNCIA DE SUA GENITÁLIA E ALMEJAM UMA SOLUÇÃO PARA ESTE PROBLEMA E ESTAS ALTERAÇÕES DA NORMALIDADE EM GERAL ACARRETAM TRAUMAS PSICOLÓGICOS , CONSTRANGIMENTOS E ATÉ DORES E DESCONFORTO NO ATO SEXUAL COMPROMETENDO O RELACIONAMENTO AFETIVO COM O PARCEIRO SEXUAL. MUITAS MULHERES DEIXAM DE TER VIDA SEXUAL ATIVA DEVIDO A APARÊNCIA DE SUA GENITÁLIA. OUTRAS NAO USAM CALÇAS JUSTAS  , BIQUINIS E ROUPAS DE GINÁSTICA EM VISTA DO CONSTRANGIMENTO. ALGUNS EXERCÍCIOS FÍSICOS TAMBÉM INCOMODAM TAIS COM ANDAR DE BICICLETA OU ATÉ MESMO GUIAR UMA MOTOCICLETA. ALÉM DISSO , EXISTE MAIOR PROBABILIDADE DE CONTRAIR INFECÇÕES E PERPETUAR CORRIMENTOS VAGINAIS. GERALMENTE A HIPERTROFIA DOS PEQUENOS LÁBIOS É BILATERAL ONDE O CRESCIMENTO DOS PEQUENOS LÁBIOS OCORRE DOS DOIS LADOS , MAS PODERÁ SER TAMBÉM UNILATERAL .

CONCEITUAMOS COMO  NINFOPLASTIA A CIRURGIA REALIZADA NOS PEQUENOS LÁBIOS DA VULVA ONDE PARTE DA PELE EXCEDENTE É RETIRADA , RECUPERANDO ASSIM A SIMETRIA , ESTÉTICA E FUNCIONABILIDADE DA VAGINA E VULVA. TRATA-SE DE CIRURGIA SIMPLES  , EFICAZ , SEGURA  , COM POUCAS COMPLICAÇÕES E NÃO CAUSA DANOS A MULHER DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL E NEM DIMINUIÇÃO DA SENSIBILIDADE LOCAL.

CIRURGIA REALIZADA COM ANESTESIA LOCORREGIONAL OU LOCAL COM SEDAÇÃO . RETIRA-SE O EXCESSO DE PELE E FAZ-SE UMA SUTURA COM FIO ABSORVÍVEL QUE  CAI EXPONTANEAMENTE APÓS 12 A 15 DIAS E FUTURAMENTES NÃO DEIXA CICATRIZ APARENTE . DEPENDENDO DA ÁREA AFETADA , A CIRURGIA DURA EM MÉDIA 30-40 MINUTOS E A PACIENTE PODE TER ALTA NO MESMO DIA . NO PÓS-OPERATÓRIO USAMOS ANTIBIÓTICOS E ANALGÉSICOS , SENDO QUE O ASPECTO DE INCHAÇO ( EDEMA ) E ROXIDÃO ( EQUIMOSE ) SÃO COMUNS , PODENDO SER AMENIZADOS COM USO GELO NO LOCAL. A CICATRIZAÇÃO LOCAL É GARANTIDA SEM QUE HAJA RISCO DE EVOLUIR  PARA QUELÓIDE  , SENDO QUE O RESULTADO FINAL DO PONTO DE VISTA ESTÉTICO OCORRERÁ COM O PASSAR DOS MESES SENDO QUE COM 30 DIAS OBSERVA-SE RESULTADO PRÓXIMO AO DEFINITIVO QUE SE DARÁ COM 06 MESES ONDE A CICATRIZAÇÃO É TOTALMENTE CONSOLIDADA.

APÓS A ALTA DA PACIENTE , PEDE-SE UM REPOUSO RELATIVO E EVITAR RELAÇÕES SEXUAIS POR 30 DIAS .  NÃO HÁ NECESSIDADE DE AFASTAMENTO DO TRABALHO . É NECESSÁRIO MANTER A REGIÃO GENITAL BEM HIGIENIZADA ( USAMOS SPRAY ANTISSÉPTICO E ANESTÉSICO ) E A COLOCAÇÃO DE GELO LOCAL NAS PRIMEIRAS 24 HORAS AJUDA NA DIMUIÇÃO DO EDEMA ( INCHAÇO ) E DOR .

ALÉM DA MUDANÇA FÍSICA A PACIENTE SOFRERÁ  TAMBÉM ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS FICANDO MAIS SEGURA E COM AUTO-ESTIMA ELEVADA; SERIA COMO TER ORELHA DE ABANO E CONSERTÁ-LAS , NÃO TER SEIOS E COLOCAR SILICONE.

QUAIS AS RESTRIÇÕES PARA UMA BOA RECUPERAÇÃO : EVITAR RELAÇÕES SEXUAIS NO PRIMEIRO MÊS ; EVITAR CALÇAS , BERMUDAS E SHORTS MUITOS JUSTOS ; EVITAR BANHO DE MAR OU PISCINA POR 15-20 DIAS.

PORTANTO CASO VOCE NECESSITE DESTA CIRURGIA , FIQUE TRANQUILA , CONTE A SEU MÉDICO SEUS REAIS ANSEIOS E SINTOMAS E PEÇA PARA SER AVALIADA SE EM SEU CASO A NINFOPLASTIA TRARÁ BENEFÍCIOS E ENTÃO VÁ EM FRENTE E SERÁS MUITA BENEFICIADA.


ABAIXO  , FOTOS ANTES E DEPOIS DA NINFOPLASTIA


CIRCUNCISÃO ( POSTECTOMIA ) : IMPORTÂNCIA DESTA CIRURGIA NOS HOMENS


A CIRCUNCISÃO OU POSTECTOMIA CONSTA DA RETIRADA DO EXCESSO DE PREPÚCIO ( PELE  QUE COBRE A GLANDE DO PÊNIS ). NORMALMENTE , QUASE TODOS OS HOMENS NASCEM COM A GLANDE ( CABEÇA ) DO PÊNIS COBERTA PELO PREPÚCIO VARIANDO EM GRAUS MAIORES  ( ONDE TEMOS UMA TOTAL COBERTURA ) A GRAUS MENORES ( COBERTURA PARCIAL ).

A CIRCUNCISÃO É PROVAVELMENTE A CIRURGIA MAIS ANTIGA DO MUNDO E TALVEZ UMA DAS CIRURGIAS MAIS EXECUTADAS. CALCULA-SE QUE EM TODO MUNDO 1 EM CADA 7  HOMENS SEJÃO CIRCUNCIDADO.  QUANDO O PREPÚCIO RECOBRE TODA A GLANDE , FORMANDO UM ANEL FIBROSO EM SUA EXTREMIDADE NÃO PERMITINDO A RETRAÇÃO DA PELE E EXPOSIÇÃO DA MESMA TEMOS AÍ A CHAMADA FIMOSE E SUA CORREÇÃO DEVERÁ SEMPRE SER CIRÚRGICA COM A CIRCUNCISÃO. OUTRAS INDICAÇÕES SERIAM OS PROCESSOS INFLAMATÓRIOS CRÔNICOS ( BALANOPOSTITES ) , DESCONFORTO , DOR , VERMELHIDÃO E  RACHADURAS NO PREPÚCIO  NAS RELAÇÕES SEXUAIS , MASTURBAÇÃO OU MESMO DE FORMA ESPONTÂNEA.

O PREPÚCIO TEM COMO FUNÇÃO  PROTEGER A GLANDE CONTRA TRAUMATISMOS DIVERSOS , POIS OS MESMOS ERAM FREQUENTES NO HOMEM PRIMITIVO QUE VIVIA NÚ . NOS TEMPOS MODERNOS COMO USAMOS VESTIMENTAS QUE PROTEGEM A GENITÁLIA SENDO SUA FUNÇÃO NÃO  TÃO ESSENCIAL COMO ANTES.

A CIRCUNCISÃO PODERÁ SER FEITA NA INFÂNCIA OU NA VIDA ADULTA.  SABEMOS QUE A POSSIBILIDADE DE UM HOMEM ADQUIRIR GONORRÉIA E HERPES GENITAL É DUAS VEZES MAIOR NAQUELES QUE NÃO FORAM SUBMETIDOS A RETIRADA DO PREPÚCIO , ASSIM COMO A SÍFILIS  É CINCO VEZES MAIS FREQUENTE . A INCIDÊNCIA DE H.P.V. ( PAPILOMA VÍRUS HUMANO )  E AIDS TAMBÉM SÃO MAIS FREQUENTES NOS NÃO CIRCUNCIDADOS E A EXPLICAÇÃO PARA TAL FATO  SERIA A RUPTURA EPITELIAL QUE OCORRE NO PREPÚCIO FACILITANDO A AQUIZIÇÃO DESTAS DOENÇAS . ESTUDOS DEMOSTRAM QUE A COLONIZAÇÃO  BACTERIANA NA REGIAÕ PERIURETRAL EM MENINOS NÃO OPERADOS  É GRANDE E AUMENTA EM 20 VEZES O RISCO  DE INFECÇÕES URINÁRIAS NESTAS CRIANÇAS.

O PREPÚCIO , NOS ADULTOS , ENCOBRE A GLANDE QUANDO O PÊNIS ESTÁ FLÁCIDO, MAS SE RETRAI QUANDO O MESMO ESTÁ ERETO . ESTA PELE QUE RECOBRE O PÊNIS COMEÇA A SER FORMADA JÁ NAS PRIMEIRAS SEMANAS DO DESENVOLVIMENTO FETAL . DESDE O NASCIMENTO ATÉ OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA DO HOMEM , O PREPÚCIO ENCONTRA-SE ADERIDO À GLANDE (FIMOSE FISIOLÓGICA ) . COM O CRESCIMENTO , A REGIÃO INTERNA VAI SE DESPRENDENDO GRADUALMENTE DA GLANDE ATÉ SER TOTALMENTE RETRÁTIL QUANDO O PÊNIS ENCONTRA-SE ERETO.

OS BENEFÍCIOS DA CIRCUNCISÃO PARA O HOMEM SERIAM  : REDUÇÃO DAS INFECÇÕES URINÁRIAS , INFECÇÕES DO PÊNIS , CÂNCER DE PÊNIS E DE COLO UTERINO DAS PARCEIRAS , REDUÇÃO DAS D.S.T. ( TRICOMONÍASE , AIDS . GONORRÉIA, CLAMÍDIA , H.P.V. , HERPES E SÍFILIS , MAS DEIXANDO BEM CLARO QUE SERIA APENAS REDUÇÃO DA INCIDÊNCIA NÃO ISENTANDO O HOMEM OPERADO DE ADQUIRIR ESTAS PATOLOGIAS EM CASO DE COMPORTAMENTO SEXUAL  PROMÍSCUO .

QUANTO A SATISFAÇÃO SEXUAL : HOMENS CIRCUNCIDADOS PODEM REFERIR MENOR SENSIBILIDADE NO PÊNIS , PORÉM NÃO RELATAM MUDANÇA NA QUALIDADE DE VIDA QUANTO A MASTURBAÇÃO OU A SUA VIDA SEXUAL. TUDO É UMA QUESTÃO DE ADAPTAÇÃO E ESTA SENSIBILIDADE MENOR PODE ATÉ AJUDAR  AUMENTANDO O TEMPO DA EJACULAÇÃO MELHORANDO CONSISTENTEMENTE A VIDA SEXUAL DO CASAL.

A CIRURGIA PODE SER FEITA EM CONSULTÓRIO OU HOSPITAL NOS HOMENS ADULTOS ( CRIANÇAS SEMPRE EM HOSPITAL ) . USAMOS ANESTESIA LOCAL E A DURAÇÃO FICA EM TORNO DE 30 MINUTOS , PODENDO O PACIENTE  REGRESSAR AS SUAS ATIVIDADES USANDO APENAS ANTI-INFLAMATÓRIOS E SPRAY CICATRIZANTE . USAMOS FIOS ABSORVÍVEIS E COM APROXIMADAMENTE 10-15 DIAS OS PONTOS VÃO SE DISSOLVENDO ATÉ CAIREM TOTALMENTE. A CICATRIZ INICIAL DESAPARECERÁ COM O TEMPO APÓS EREÇÕES , MASTURBAÇÕES E RELAÇÕES SEXUAIS . ORIENTAMOS QUE O HOMEM FIQUE 30 DIAS SEM RELAÇÕES SEXUAIS.  NOS PRIMEIROS DIAS DE PÓS-OPERATÓRIO PODERÃO OCORRER DOR E PEQUENOS SANGRAMENTOS DEVIDO AS EREÇÕES NOTURNAS ( ORIENTAMOS USO DE BOLSA DE GELO CASO NECESSIDADE ) .

A  TAXA DE HOMENS CIRCUNCIDADOS  NO MUNDO OCIDENTAL VARIA  DE PAIS PARA PAIS . NA EUROPA ESTÁ EM TORNO DE 4-10% ; AUSTRÁLIA E CANADÁ EM TORNO  DE 40 %  E NOS ESTADO UNIDOS PODE CHEGAR  A 80 % .

CONCLUINDO , A POSTECTOMIA PODE MELHORAR SUA ESTÉTICA PENIANA , SUA HIGIENE E ATÉ SUA PERFORMANCE SEXUAL , ALÉM DE PROMOVER UMA SUPERFÍCIE DE ALTA RESISTÊNCIA EM SEU PÊNIS ( FENÔMENO CHAMADO QUERATINIZAÇÃO ) O QUE DIFICULTARIA AQUISIÇÃO DE UMA SÉRIE DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS OU FACILITARIA OS TRATAMENTOS DESTAS QUANDO PRESENTES . APESAR DE PARECER SIMPLES , A CIRCUNCISÃO  É UM ATO CIRÚRGICO E NÃO ESTÁ ISENTO DE COMPLICAÇÕES POR ISSO A SUA INDICAÇÃO DEVE SER MÉDICA E TER TOTAL ACEITAÇÃO POR PARTE DO HOMEM.

ILUSTRAÇÕES :

ASPECTO DO PÊNIS PRÉ-CIRCUNCISÃO


ASPECTO PÓS-CIRCUNCISÃO



EXCESSO DE PREPÚCIO


ASPECTO DE PÊNIS CIRCUNCIDADOS  ( FLÁCIDOS )

QUARENTA DIAS DE PÓS-OPERATÓRIO


HOMENS QUE JÁ NASCERAM COM POUCO PREPÚCIO



DISMENORRÉIA ( CÓLICA MENSTRUAL )

CONCEITUAMOS COMO DISMENORRÉIA TODO QUADRO DE DOR NO PERÍODO MENSTRUAL , PODENDO GRADUAR DE LEVE INTENSIDADE ATÉ CÓLICAS INTENSAS E INCAPACITANTES , DIFICULTANDO ATÉ O QUOTIDIANO DA MULHER . PODE SER PRIMÁRIA , QUANDO NÃO TEMOS UMA DOENÇA COMO CAUSA OU SECUNDÁRIA QUANDO SE DETECTA UMA PATOLOGIA CAUSADORA DOS SINTOMAS SENDO A ENDOMETRIOSE A DOENÇA MAIS FREQUENTE.

A DISMENORRÉIA PRIMÁRIA GERALMENTE ESTÁ RELACIONADA COM  CICLOS MENSTRUAIS OVULATÓRIOS E TENDE A OCORRER MAIS NAS MULHERES JOVENS QUE AINDA NÃO USAM ANOVULATÓRIOS E NEM TIVERAM FILHOS. QUANDO ATENDEMOS UMA JOVEM COM ESTE QUADRO  , SOLICITAMOS VÁRIOS EXAMES PARA AFASTAR AS CAUSAS DA DOR E NADA SENDO REVELADO , O SIMPLES BLOQUEIO DA OVULAÇÃO COM ANTICONCEPCIONAIS RESULTA EM EXCELENTE RESPOSTA. NORMALMENTE ESTAS MULHERES SE LIVRARÃO DA DISMENORRÉIA QUANDO ENGRAVIDAREM OU ADOTAREM COMO MÉTODO DE EVITAR GRAVIDEZ  PROCEDIMENTOS QUE GARANTAM A INIBIÇÃO DA OVULAÇÃO ( MÉTODOS HORMONAIS ORAIS OU INJETÁVEIS ) . ATUALMENTE DISPOMOS NO MERCADO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS COM 24 A 28 COMPRIMIDOS ATIVOS NA CAIXA O QUE GARANTE UMA TOTAL PARALIZAÇÃO DA FUNÇÃO OVARIANA NEGATIVANDO A ATIVIDADE OVARIANA RESIDUAL PRESENTE NAS USUÁRIAS DE PÍLULAS COM 21 COMPRIMIDOS ATIVOS NA CAIXA. TAMBÉM DE GRANDE VALIA O D.I.U MIRENA ( DISPOSITIVO CONTENDO LEVONORGESTREL ) QUE REDUZINDO OU DESAPARECENDO COM FLUXO MENSTRUAL DURANTE OS CINCO ANOS DE USO TRAZ À PACIENTE UMA EXCELENTE QUALIDADE DE VIDA EM RELAÇÃO AOS SEUS DISTÚRBIOS MENSTRUAIS E PODE SER INSERIDO EM MULHERES QUE AINDA NÃO TIVERAM FILHOS.

QUANTO À DISMENORRÉIA SECUNDÁRIA SABEMOS QUE A MAIOR CAUSA DO DESCONFORTO ( DOR ) É A ENDOMETRIOSE PÉLVICA. A ENDOMETRIOSE É UMA DOENÇA BENIGNA E COM CARÁTER EVOLUTIVO CAMINHANDO PARA AGRAVAMENTO  DAS DORES MENSTRUAIS E DEPOIS CURSANDO COM DOR EM RELAÇÕES SEXUAIS , INCHAÇO ABDOMINAL E DORES CONTÍNUAS MESMO  FORA DO PERÍODO MENSTRUAL ALÉM DE DIFICULDADES PARA ENGRAVIDAR FUTURAMENTE ( ESTERILIDADE ) . DENTRE OS EXAMES MAIS FIDEDIGNOS PARA FIRMAR O DIGNÓSTICO DE ENDOMETRIOSE O PADRÃO OURO É A VIDEOLAPAROSCOPIA COM BIÓPSIA. QUANDO A MULHER NOS PROCURA COM FORTE DISMENORRÉIA QUE NÃO TEM MELHORADO COM ANALGÉSICOS OU USO DE CONTRACEPTIVOS HORMONAIS , DEVEMOS ENCAMINHAR PARA A VIDEOLAPAROSCOPIA , POIS A POSSIBILIDADE DE SER ENDOMETRIOSE É GRANDE E SERÁ IMPORTANTE INICIAR O TRATAMENTO O QUANTO ANTES PARA PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES FUTURAS. O TRATAMENTO CONSISTE O ATUALMENTE NO USO DE ANÁLAGOS DO GN-RH ( ZOLADEX 10,80  MG ) EM FORMA DE DUAS INJEÇÕES SUBCUTÂNEAS ABDOMINAIS A CADA 03 MESES , O QUE DESENCADEARÁ UM BLOQUEIO MENSTRUAL POR QUASE 01 ANO , SENDO RECOMENDADO APÓS O RETORNO DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO , CASO A MULHER NÃO QUEIRA ENGRAVIDAR , USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS HORMONAIS CONTÍNUOS ( 28 ATIVOS NA CAIXA ) PARA MANTER A MULHER SEMPRE SEM MENSTRUAÇÃO POIS ASSIM A VOLTA DO QUADRO ÁLGICO  DA ENDOMETRIOSE SERÁ POSTERGADA.



CONIZAÇÃO ( COLO UTERINO ) : ENTENDA ESTE PROCEDIMENTO GINECOLÓGICO

ENTENDE-SE COMO CONIZAÇÃO EM COLO UTERINO A RETIRADA DE UMA CONE DO COLO ABRANGENDO A ECTOCÉRVICE E CANAL ENDOCERVICAL. TRATA-SE DE PROCEDIMENTO PROPEDÊUTICO E TERAPÊUTICO PARA AS NEOPLASIAS INICIAIS DO COLO UTERINO . PROCEDIMENTO FEITO COM ANESTESIA LOCAL OU BLOQUEIO PERIDURAL E USADO ALÇAS DE C.A.F. ( CAUTÉRIO QUE CORTA COM VIBRAÇÃO ) E PODE SER FEITO AMBULATORIALMENTE OU EM CENTRO CIRÚRGICO . TRATA-SE DE UMA BIÓPSIA ALARGADA DA REGIÃO ATINGIDA PELAS ALTERAÇÕES DO VÍRUS H.P.V ( PAPILOMAVÍRUS HUMANO ) ONDE PODEREMOS TER UMA NOÇÃO MAIS PRECISA DA PROFUNDIDADE DESTAS LESÕES NA PREVENÇAO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO .
NORMALMENTE, AS MULHERES FAZEM O PREVENTIVO GINECOLÓGICO UMA VEZ AO ANO . QUANDO O RESULTADO DESTE PREVENTIVO VIR ANORMAL , ISTO É , PRESENÇA DE NIC ( NEOPLASIA INTRA-EPITELIAL CERVICAL ) ASSOCIADO AO VÍRUS H.P.V. , PRECISAMOS PRESTAR MAIS ATENÇÃO E INDICAR UMA COLPOSCOPIA PARA IDENTIFICAÇÃO DE LESÕES EM COLO UTERINO E SEU SIGNIFICADO . NEM SEMPRE O VÍRUS HPV É DE ALTO RISCO PARA O CÂNCER DE COLO UTERINO , PORÉM, MUITAS VEZES ELES VÊM ASSOCIADOS ( ALTO RISCO COM BAIXO RISCO ) O QUE COMPETE AO MÉDICO ESCLARECER À PACIENTE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.

COLPOSCOPIAS COM LESÕES DO VÍRUS HPV NO COLO UTERINO COMPROVADAS COM BIÓPSIA  , VEJA ABAIXO :


O VIRUS HPV É DE TRANSMISSÃO SEXUAL ( QUASE 100 % DOS CASOS ) E TEM PERÍODO DE INCUBAÇÃO MUITO VARIÁVEL FICANDO DIFÍCIL RESPONDER A DATA EXATA EM QUE O HOMEM OU MULHER CONTRAÍRAM A VIROSE E MESMO ASSIM SABE-SE QUE ESTE VÍRUS PODE SER ELIMINADO DO ORGANISMO SEM QUALQUER TRATAMENTO NO PRAZO DE APROXIMADAMENTE 02 ANOS DEPENDENDO DE SUA IMUNIDADE E COMPORTAMENTO SEXUAL SEGURO. UMA VEZ DIAGNOSTICADO NA MULHER , O HOMEM TAMBÉM DEVE SER INVESTIGADO, TRATADO E ORIENTADO PARA COMPORTAMENTO SEXUAL SEGURO PARA QUE POSSAMOS TER SUCESSO NA CONDUÇÃO DE CADA CASO.
CASO SEU PREVENTIVO TENHA DADO NIC DE GRAU I , II OU III , ASSOCIADO A UMA BIÓPSIA DIRIGIDA POR COLPOSCOPIA E SE FOR POSSÍVEL TIPAGEM DO TIPO VIRAL ( EXAME DE CAPTURA HÍBRIDA PARA O DNA DO HPV ) CONFIRMANDO A PRESENÇA DE VÍRUS DE ALTO RISCO PARA O CÂNCER DE COLO UTERINO , AÍ ENTRA A INDICAÇÃO DA CONIZAÇÃO , ONDE RETIRAMOS UM GRANDE FRAGMENTO DO COLO UTERINO NO QUAL PODERÃO ESTAR AS LESÕES MAIS IMPORTANTES CAUSADAS POR ESTE VÍRUS E NOS DARÁ UMA SEGURANÇA NA ELIMINAÇÃO DO PROCESSO PATOLÓGICO . A CONIZAÇÃO NÃO INTERFERE NA FERTILIDADE DA MULHER , PODENDO HAVER GRAVIDEZ NORMAL A TERMO DEPOIS DO PROCEDIMENTO.

PROCEDIMENTO DE CONIZAÇÃO : FAZEMOS COM ANESTESIA LOCAL ( CASO AMBULATORIAL ) OU COM BLOQUEIO LOCORREGIONAL ( CASO HOSPITALAR ) . APÓS ANESTESIA , PROCEDEMOS A RETIRADA DO CONE EM UMA OU DUAS ETAPAS, ISTO É , RETIRAMOS A PEÇA INTEIRA OU EM DUAS PARTES ( ECTOCÉRVICE E CANAL ENDOCERVICAL ) , EM SEGUIDA CAUTERIZAMOS VASOS SANGUÍNEOS SANGRANTES. ORIENTAMOS USO DE POMADAS CICATRIZANTES EM CASA , ABSTINÊNCIA SEXUAL POR 30 DIAS E REPOUSO RELATIVO POR UMA SEMANA; PODERÃO OCORRER SANGRAMENTOS ESCUROS NOS PRIMEIROS DIAS E APÓS CORRIMENTO PURULENTO SERO-SANGUINOLENTO ATÉ TOTAL CICATRIZAÇÃO DO LOCAL. APÓS 30 DIAS FAZEMOS UMA REVISÃO E ENTREGAMOS O LAUDO HISTOPATOLÓGICO DO MATERIAL ESTUDADO E MARCAMOS O SEGUIMENTO COM COLETAS DE CITOLOGIAS ( PREVENTIVO ) E COLPOSCOPIA CONFORME NECESSIDADE.

ABAIXO VEJA ILUSTRAÇÕES DO PROCEDIMENTO :


CONCLUINDO: SE VOCÊ RECEBER UM RESULTADO DE PREVENTIVO COM DIAGNÓSTICO DE NIC I , II OU III CONFIRMADO POR BIÓPSIA E EXAME DE DNA DO HPV MOSTRANDO SER VÍRUS HPV DE ALTO RISCO EM CARGA VIRAL CONSIDERÁVEL , INDICAMOS A CONIZAÇÃO PARA RETIRADA DAS LESÕES PRESENTES NO COLO UTERINO ( QUE PODEM SER VÁRIAS E ASSOCIADAS DESDE UM DIAGNÓSTICO DE NORMALIDADE ATÉ AS NEOPLASIAS DE COLO UTERINO ) PARA PODERMOS FAZER UM ACOMPANHAMENTO ( FOLOW-UP ) E TRANQUILIZAÇÃO NA PREVENÇÃO E CURA DO CÂNCER DE COLO UTERINO. COMO TODO PRECEDIMENTO INVASIVO , A CONIZAÇÃO NÃO ESTÁ LIVRE DE COMPLICAÇÕES TAIS COMO : HEMORRAGIA E INFECÇÃO ( RARAMENTE ACONTECE ). PORTANTO, AS INDICAÇÕES DESTE PROCEDIMENTO FICAM RESTRITAS A CASOS DE EXTREMA NECESSIDADE , NÃO DEVENDO SER REALIZADO QUANDO TEMOS CERTEZA DE QUE NÃO HÁ RISCOS FUTUROS DE CÂNCER DE COLO UTERINO NA MULHER.


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